2018/11/14

Os Culpados do Pacheco E Os Reais Culpados

Dá jeito, dá likes e lava consciências.

Dá jeito. Despejar culpas em cima das esquerdas dá jeito, dá likes e lava consciências.

Enquanto o pau vai e vem folgam as costas e escondem-se os Fascistas Henriques Cardosos, os Cir'i'os Gomos de Laranja e os Ronaldos Atchins para quem a democracia brasileira nunca esteve em perigo e a eleição do neofascista bol'o'sonaro é um fait diver na lama de corrupção em que estão todos atolados.

Vem esta raiva toda a propósito de mais um destrambolhamento do pacheco, a propósito de mais uma das suas invectivas contra as esquerdas, suave, sempre suavemente, culpadas de tudo o que de mal vem ao mundo, mas duplamente por ele culpabilizadas pela vitória nas urnas brasileiras do Messias neo-fascista. A propósito da salomónica e equitativamente distributiva visão do pacheco sobre as esquerdas duplamente "Culpadas", primeiro pelo que fizeram enquanto oposição ao poder dos BBB's instalado no parlamento de Brasília, e depois pelo que disseram enquanto candidatas à presidência de Brasília.

Dá jeito, porque enquanto o pacheco destila culpas em cima dos discursos das esquerdas, tapa com poeira as acções dos democratadores candidatos das direitas e dos insignes pais das democracias, os por lá Cardosos e por cá Soares, que por lá e por cá, preferiram sempre as fontes iluminadas com as tochas das direitas às democracias socialmente preocupadas das "perigosíssimas" e "vermelhíssimas" esquerdas.

likes porque as equidistâncias mascaradas de objectividade, que deslocam a norma dos discursos e das d'i'sculpas para um ponto médio, situado entre a extrema direita neo-fascista e o centrão-oligárquico-sempre-no-poder, agradam à turba acrítica para quem são sempre todos iguais. São e serão todos iguais até ao dia em que surgir um Messias, travestido de Santa Ana ou de Bento Ventura, a cavalgar o ódio "à politica e aos políticos" que afinal somos todos nós e o que fazemos.

E lava-lhe a consciência, pois, isso, o insigne ex-deputado e ex-apoiante dos neoliberais portugais-à- frente, actualmente remetido para historiador da marmeleira e opinador em horário nocturno nos caneiros bolsanamão, tem a consciência pesada, carregada com o peso de engrossar uma outrora social-democracia, hoje desenvergonhadamente neoliberal e por isso descambadamente neofascista. E sente uma imensa necessidade de a lavar, quanto mais não seja com a água suja das acusações contra os que nas ruas chamaram os bois pelos nomes.

Pois é pacheco, desvia lá a pontaria um bocado para a direita. Ali para os lados dos Cardosos que agora andam aqui pela Europa a lavar com lixívia a cara do Messias. Para cima dos Cardosos que fecharam as portas e se sentaram nos sofás a ler uns livros, quando foi preciso barrar o caminho ao neofascismo. Desvia lá a pontaria para cima desses e do Cir'i'o, que veio passar umas férias na Europa e deixou o irmão a atirar lama ao candidato anti-fascista.

Vá lá pachecozito, perdes uns likes mas a água com que lavas a consciência vai sair mais limpa.

2018/11/13

Cuidado! Bannon Vem para a Europa

Ideólogo de Trump Chefia Fascistas Europeus
(Pilar Camacho, O Lado Oculto, 2018/11/09)

Steve Bannon, ex-banqueiro do Goldman Sachs, organizador e ideólogo da campanha para eleger Donald Trump, vai dirigir a partir de Bruxelas a campanha dos partidos de extrema-direita na União Europeia para as eleições do Parlamento Europeu a realizar no próximo ano. Enquanto Washington acusa Moscovo, sem apresentar provas, de interferir nas eleições norte-americanas e no referendo de que resultou Brexit, a iniciativa de Bannon confirma uma velha realidade: são os Estados Unidos a potência que se ingere nos assuntos de outros países e organizações.

2018/11/11

Privado É Qu'é Bom (1)

Segredo do «milagre da gestão privada» na Saúde desvendado
(AbrilAbril, 2018/11/11)

A «eficiência» da gestão do Hospital de Cascais, entregue à Lusíadas Saúde, é usada para defender as PPP. Um dos segredos é contratar enfermeiros a recibos verdes e pô-los a fazer 60 horas por semana. Há enfermeiros com horários mensais de 250 horas por mês, uma média de 62 horas e meia por semana.

A denúncia consta de um documento entregue ao Ministério da Saúde pela Ordem dos Enfermeiros, a que a Lusa teve acesso. Numa visita à unidade de saúde, a estrutura detectou situações de enfermeiros que estão contratados através de recibos verdes para assegurarem 250 horas mensais (62,5 horas por semana). O horário de trabalho no sector público, incluindo para os enfermeiros do Serviço Nacional de Saúde (de que faz parte o Hospital de Cascais) tem como limite as 35 horas semanais.

Esta realidade ajuda a explicar como é possível que a gestão hospitalar assegurada por privados, como é o caso do Hospital de Cascais, consiga garantir lucros para os grupos económicos a quem estão entregues, enquanto as restantes unidades muitas vezes se debatem com dificuldades para assegurar o seu funcionamento regular.

O documento denuncia ainda a existência de serviços em que, durante o período nocturno, existe apenas um enfermeiro de serviço.

O Hospital de Cascais surgiu em lugar cimeiro em vários indicadores do polémico ranking da Entidade Reguladora da Saúde, divulgado há cerca de duas semanas. Em Agosto, o Governo aprovou a renovação por dois ano do contrato iniciado em 2009, através do qual a gestão do Hospital de Cascais foi entregue à Lusíadas Saúde, detida pela empresa brasileira Amil, do grupo norte-americano UnitedHealth Group, uma das maiores transnacionais do sector.

2018/11/10

Vigaristas, Miserabilistas ou Artistas?

José Silvano & a Srª Deputada do PSD: vigaristas miserabilistas ou artistas?

Ontem à noite, na SIC noticias, um antigo deputado explicou tim tim por tim tim que a deputada do PSD tentou justificar uma vigarice miserabilista com uma azelhice.

Vejamos,

Primeiro. Cada deputado tem dois terminais para um mesmo servidor, um no gabinete de trabalho e outro no hemiciclo. Quando faz login no terminal do hemiciclo, a sua presença no plenário fica automaticamente registada, quando entra no terminal do gabinete tal não acontece. Se a srª precisava de ficheiros do sr. para trabalhar, porque é que teve de ir ao plenário e entrar numa conta alheia no terminal do plenário se podia fazê-lo no gabinete de trabalho do sr. e aceder aos ficheiros do sr. sem registar a presença no plenário do sr. que não estava no plenário?

Conclusão: a srª deputada do PSD é azelha, mentirosa, ou tão azelha que nem sabe mentir eficaz"mente".

Segundo. Afirmam, até ao momento, três deputados de outros partidos: não, não é habitual os deputados partilharem as palavras de passe. Afirma o Sr. Presidente da AR: de acordo com o regimento da AR a palavra de passe é pessoal e intransmissivel.

Conclusão: A única virgem ofendida é a sra. deputada do PSD.

Resumindo: são estes vigaristas, representantes da direitalha canalha, eleitos por adeptos da direitalha canalha que dão má fama à casa da democracia e que depois vêem chorar lágrimas de crocodilo porque alegadamente "os politicos", o que quer que isso signifique, seriam todos desonestos, todos da fibra do decano dos politicos, a cavacal figura que vendeu principescamente as acções do BPN antes da falência do mesmo e cujo genro comprou a MEO arena por tuta e meia. Mentira. Mais uma vez ficou provado que os desonestos e incompetentes são apenas os representantes da direitalha canalha. Solução? Elejam dos outros, dos do outro extremo do hemiciclo ;-)

2018/11/09

Voto Electrónico ou Fraude Instituida?


Alguém aqui tem consciência de que entre a tecla que prime no teclado e o sitio onde fica guardado o valor da tecla premida existe um programa informático, denominado controlador do teclado (keyboard driver) que define o valor da tecla premida?

Alguém aqui tem consciência de que entre a tecla que prime no teclado e a imagem que aparece no ecran existe um programa informático, denominado controlador gráfico (graphic driver) que desenha no ecran a imagem correspondente à tecla premida?

Alguém aqui tem consciência de que eu posso programar o controlador do teclado por forma a fazer corresponder a tecla 1 ao numero 2, por forma a gravar um voto no número 2 sempre que alguém prima a tecla para votar no 1?  E que posso programar o controlador gráfico para apresentar no ecran o voto no número 1 enquanto a urna electrónica está a gravar na memória o voto no número 2?

Alguém aqui tem consciência que eu posso programar a urna para gravar na memória um voto no número 2, não sempre que seja premida a tecla do voto no 1, mas apenas uma percentagem de vezes, digamos que igual à anunciada pelas mais fiéis sondagens da véspera? Alguém tem consciência de que eu posso fazê-lo acontecer de forma não deterministica mas aleatoriamente?

Alguém aqui tem consciência de que se a urna estiver ligada a uma qualquer rede informática, incluindo a internet, eu posso carregar a urna com o meu programa de fraude electrónica massiva, em qualquer momento, e apagá-lo, em qualquer momento, tornando impossível determinar se a urna alguma vez foi violada?

Alguém tem consciência de que, mesmo que a urna não esteja ligada a nenhuma rede informática, eu posso carregar a urna com o meu programa de fraude electrónica massiva, quando a urna é ligada e apagá-lo, quando a urna for desligada, ou quando imprimir os resultados, tornando impossível determinar se a urna alguma vez foi violada?

Alguém tem consciência de que com uma urna electrónica nunca mais haverá recontagens de votos pela simples razão de que o único resultado disponível é o que "o meu programa de fraude massiva" gravou na memória electrónica da urna electrónica?

Todas estas questões se tornaram absolutamente criticas no momento em que ouvi um governante ao serviço da classe dominante, do capital que já hoje gasta milhões a enganar eleitores, afirmar aos microfones que a votação electrónica vai ser experimentada em Évora nas eleições de 2019 para o parlamento europeu.

Vai? Quem autoriza? Quem deixou?

Tenham consciência de que no exato momento em que aceitarem premir uma tecla para votar, deixaram de saber em quem de facto terão votado.

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Algumas ligações para quem pretenda aprofundar o problema:

Wikipédia / 2018 - Em Espanhol (não existe ainda página em português).

Argentina / 2017 - CONICET aconselha a não implementar a votação electronica até encontrar formas de garantir o control dos registos da votação.

Portugal / 2018 - Isto é o que se pode ler nas páginas da CNE em Novembro de 2018.
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Noticias do Mundo Real 2018/11/09

Os media corporativos continuam a censurar 99% do que no mundo acontece. Desde os assassínios perpetrados pela potência ocupante israelita na Palestina, passando pelas greves no Peru e as manifestações na Argentina, até à invasão do Iémene pela Arábia Saudita e seus aliados ocidentais ou à aprovação pela ONU da 27ª resolução, em 27 anos consecutivos, contra o cerco dos EUA à heróica pátria cubana, nada disso aconteceu esta semana nos telecaneiros ou capas dos pasquins corporativos. Felizmente são cada vez mais - e melhores - os media alternativos portugueses onde se pratica jornalismo informativo, honesto e de qualidade. Nesta semana em que se assinalam os aniversários da Guerra e da Revolução, aqui vos deixo uma série de ligações para notícias sobre o que de facto se passa no mundo real com que entreter um fim de semana que se antevê chuvoso.

CENTENÁRIOS E REVOLUÇÕES
101 anos depois: a luta continua: A Revolução de Outubro, cujo aniversário hoje se assinala, marcou o século XX e a luta dos trabalhadores e dos povos, concretizando a aspiração secular do homem - a sua libertação social e humana.

A perturbadora nostalgia da guerra: O armistício que pôs fim a uma das maiores e mais cruéis chacinas mundiais está a ser celebrado na Europa através de paradas militares. Portugal excedeu-se convocando o maior desfile militar de sempre. (José Goulão)

Do Armistício e do 7 de Novembro: A revolução soviética de 1917 resultou da necessidade, tão actual, do proletariado retirar do poder as classes então dominantes, e se libertar do capitalismo libertando dele a humanidade.

ÁFRICA DO SUL
Países do Índico defendem cooperação: A ministra sul-africana dos Negócios Estrangeiros, Lindiwe Sisulu, destacou a importância dos países ribeirinhos do Oceano Índico no contributo para a segurança mundial, o crescimento económico e o desenvolvimento sustentável.

ALEMANHA
Mais de 15 milhões de alemães vivem em risco de cair na pobreza: Cerca de 20 por cento da população alemã, país com mais de 82 milhões de habitantes, está em risco de cair na pobreza, alerta um estudo da União Europeia divulgado em Berlim. De acordo com um inquérito divulgado pelo Gabinete Federal de Estatísticas da Alemanha, essa percentagem traduz-se em 15 milhões e meio de pessoas à beira de serem atingidas pelo flagelo da pobreza.

Angela Merkel não se recandidata: A corrida à presidência da União Cristã Democrata (CDU) começou em Berlim logo após a inesperada renúncia de Angela Merkel a uma reeleição à frente do partido.

ARGENTINA
Organizações sociais exigem «emergência alimentar» na Argentina: Diversas organizações promoveram uma jornada nacional de protestos para exigir ao governo argentino que «declare a emergência alimentar» e trave «o aumento da fome» entre as camadas mais desfavorecidas.

BRASIL
«Bancada ruralista» volta à carga contra direitos dos indígenas: Passadas as eleições, a bancada ruralista e conservadora na Câmara dos Deputados brasileira pretende aprovar um projecto que limita o reconhecimento dos direitos das comunidades indígenas.

Atingidos pelo maior desastre ecológico do Brasil exigem justiça: Três anos depois da ruptura dos diques da barragem de Fundão, em Mariana (Minas Gerais), as vítimas do «crime da Samarco» continuam a denunciar falta de justiça e reparação, e vão protestar.

Ampla frente democrática avança no Brasil: Após as eleições presidenciais no Brasil, dirigentes sindicais afirmaram que a unidade dos trabalhadores é o caminho para lutar contra o corte de direitos laborais e sociais.

João Paulo Cuenca: «Que se passou no Brasil? Que se vai passar no Brasil?»: O autor de Descobri que estava morto, seu mais recente romance, está bem vivo e estará às 18h na Livraria Barata, em Lisboa, para falar sobre a sua obra e um Brasil que deixa os europeus «abismados».

Bolsonaro vai extinguir Ministério do Trabalho: O novo Presidente da República do Brasil anunciou nesta quarta-feira a extinção do Ministério do Trabalho, que foi criado em 1930, há 88 anos.

Afinal balança: FHC Assume que entre Fernando Haddad, o candidato do PT, e Bolsonaro o seu coração «não balança», que é uma forma de dizer que não vê diferença entre um democrata e um fascista. (Anabela Fino)

Bem-vindos à selva: «A refinada Guerra Híbrida em curso no Brasil, que começou em 2014, teve um ponto de inflexão em 2016 e culminou em 2018 com a destituição de uma presidente; a prisão de outro presidente; o esmagamento da Direita e do Centro-direita; e à moda de uma pós-política enlouquecida por esteróides, abriu o caminho para o fascismo.» (Pepe Escobar)

Brasil - as três pernas do fascismo: O que já se conhece do governo Bolsonaro confirma que o fascismo existe para servir o grande capital e elevar ainda mais a exploração, intensificar e institucionalizar a opressão, e servir o imperialismo. (Ângelo Alves)

Aspectos ideológicos do bolsonarismo: «A ameaça tornou-se um dos cernes da ideologia: com o poder de ameaçar sente-se que é possível ter algum poder, nem que seja de amedrontar, mesmo que para além disso não se tenha poder algum. A única felicidade possível do bolsonarista – que não é felicidade alguma – é o prazer proporcionado pela ameaça ou pela punição, em que se misturam ressentimentos e requintes de sadismo.» (Felipe Catalani)

CHINA
A China, Israel e o Médio Oriente: Em dois anos a China passará a controlar a indústria agroalimentar, a alta tecnologia e as trocas internacionais israelitas. Os acordos com Israel podem alterar completamente a geopolítica regional. (António Abreu)

COSTA RICA
Marcha juntou defesa da democracia e luta contra a reforma fiscal: Centenas de pessoas participaram, esta quarta-feira, numa marcha de tochas na capital da Costa Rica, dando sequência à greve, iniciada há 2 meses, contra o «plano fiscal» do governo de Carlos Alvarado.

CUBA
Nações Unidas exigem fim do bloqueio a Cuba: Pela 27.ª vez consecutiva, a Assembleia Geral da ONU exigiu o levantamento do bloqueio norte-americano contra Cuba. Votaram pelo fim do cerco 189 países, com a oposição apenas dos EUA e de Israel.

Presidente cubano em périplo pela Europa: Antes de iniciar uma viagem por cinco países da Europa e Ásia, o presidente de Cuba esteve em trânsito em Paris, onde se encontrou com o primeiro-ministro francês e a directora-geral da Unes

ESPANHA
Espanha debate exumação de Franco: O dirigente do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) José Luis Ábalos considerou absurdo que seja tema de discussão no país a exumação dos restos do ditador Francisco Franco do mausoléu em Vale dos Caídos.

Tribunal Europeu dos Direitos Humanos acusa Espanha de julgamento injusto: Sentença considera que Arnaldo Otegi e outros quatro dirigentes da coligação EH Bildu foram condenados por alegadamente quererem refundar o ilegalizado partido Batasuna num julgamento injusto onde havia “falta de imparcialidade” da magistrada.

EUA
Republicanos mantêm Senado e democratas ganham Câmara dos Representantes: O presidente dos EUA caracterizou o resultado das eleições intercalares como «tremendo sucesso», mas, com a perda da Câmara dos Representantes para os democratas, a Casa Branca enfrenta novos desafios.

Legislativas volatilizam EUA: Não estavam apenas em causa todos os 435 assentos da Câmara dos Representantes, um terço do Senado e a governação de 36 Estados: as eleições legislativas de ontem foram um plebiscito à presidência de Donald Trump. Os democratas reconquistaram a maioria na câmara baixa, mas os republicanos reforçam o controlo da câmara alta e dos governos estaduais, um resultado que promete tornar ainda mais volátil a vida política estado-unidense, sem alterar o rumo fascizante em curso. (António Santos)

A arma silenciosa de Washington para guerras pouco silenciosas. Uma crise económica global para 2019: O diário.info tem publicado vários textos que abordam o esforço que várias importantes economias vêm fazendo no sentido de se libertarem da dolarização EUA. Este artigo acrescenta outros dados a essa reflexão, apontando que a hegemonia do dólar está muito longe de ser abalada. E que, pelo contrário, o dólar tem ainda condições para constituir uma autêntica arma de guerra contra economias e povos que os EUA pretendam atacar. (F. William Engdahl)

Legalização da canábis sai vencedora dos referendos nos EUA: O Michigan tornou-se o décimo estado norte-americano a aprovar a legalização da canábis para uso recreativo. No Utah e no Missouri, foram aprovadas as propostas para legalizar o uso terapêutico.

FRANÇA
Independência adiada na Nova Caledónia «francesa»: A população da Nova Caledónia rejeitou a independência e votou pela continuação da ligação à França, no referendo realizado no domingo, 4, naquele arquipélago do Pacífico.

HÚNGRIA
Protestos populares na capital húngara: Centenas de manifestantes juntaram-se no domingo, 4, em locais públicos de Budapeste, para exigir a derrogação de uma lei que criminaliza os indigentes.

IÉMEN
Iémen é um «inferno na terra» para as crianças: Com a guerra de agressão lançada pela Arábia Saudita, cerca de 30 mil crianças morrem todos os anos de má-nutrição severa no Iémen, alertou a Unicef este domingo.

IRÃO
Iranianos nas ruas contra sanções: Milhões de iranianos saíram às ruas no domingo, 4, em diversas cidades, protestando contra a nova ronda de sanções impostas pelos EUA, sobretudo nos sectores petrolífero e bancário.

Terrorismo Económico: avalanche de violações do direito internacional e o espezinhamento dos princípios da Carta das Nações Unidas mostra que a Casa Branca não se detém nos meios para forçar o objectivo de uma mudança de «regime» e a instauração de um poder vassalo no Irão ou, mesmo, a promoção da sua divisão territorial. (Luis Carapinha)

Irão promete resistência às sanções dos EUA: Rouhani, presidente do Irão, fez um discurso em direto no primeiro dia da reposição de sanções norte-americanas, garantindo que o país continuará a vender petróleo.

NIGÉRIA
Exército da Nigéria usa vídeo de Trump para justificar repressão a tiro: Dezenas de manifestantes xiitas foram mortos a tiro pelos militares nigerianos esta semana. O Exército respondeu às críticas da Amnistia Internacional com o vídeo de Trump a prometer fogo real sobre os migrantes que atirem pedras.

PALESTINA
Escritora palestino-americana impedida de entrar em Israel e deportada: A escritora palestino-americana Susan Abulhawa foi detida ao chegar ao aeroporto de Tel Aviv, com a intenção de participar num festival literário na Cisjordânia ocupada, e enviada de volta aos EUA.

Dez palestinos feridos em protestos junto ao mar em Gaza: Pelo menos 10 palestinos foram hoje feridos pelas forças de ocupação israelitas, quatro deles por balas reais, quando participavam na 15.ª marcha marítima, que faz parte da Grande Marcha do Retorno.

Colonos israelitas atacam escola em Nablus pela terceira vez: Dezenas de colonos israelitas atacaram, esta quarta-feira, a escola de Urif, no Norte da Cisjordânia ocupada, deixando feridos 7 estudantes palestinianos. É a terceira agressão em menos de um mês.

PERU
Mineiros peruanos cumprem 16.º dia de greve: Os trabalhadores acusam a Shougang Hierro Perú de fomentar «a precariedade e a violação sistemática dos direitos laborais». Em plenário, os mineiros vão decidir sobre a continuidade do protesto.

RUSSIA

Sanções russas contra a Ucrânia:
O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, ordenou sanções contra 322 figuras físicas e 68 jurídicas da Ucrânia, em resposta à «política pouco amistosa» de Kiev face a Moscovo.

SAARA OCIDENTAL
ONU renova missão no Saara Ocidental: O Conselho de Segurança aprovou a renovação por seis meses da missão da ONU no Saara Ocidental (Minurso), quando as primeiras conversações desde 2012 entre as diferentes partes estão previstas para Dezembro.

SAHEL
Quando um colonialismo oculta outro: Crianças do Iémen. Que as crianças iemenitas morram de fome aos milhares, que os palestinos caiam sob as balas do ocupante, que a Síria seja um campo de ruínas e que a Líbia mergulhe no caos, isso já quase não nos comove. Manifesta-se, faz-se greve, protesta-se? (Bruno Guigue)

Ocidente manobra na região do Sahel: O grupo G5 Sahel, integrado por cinco países dessa região africana, e a Aliança do Sahel, que reúne 12 estados e organismos ocidentais, estabeleceram no dia 1, em Niamey, um protocolo de associação sobre «desenvolvimento e segurança».

SÍRIA
CMP e FMJD solidários com a luta do povo sírio: PAZ O Conselho Português para a Paz e Cooperação participou em Damasco no Comité Executivo do Conselho Mundial da Paz e numa missão internacional de solidariedade com o povo e a juventude da Síria.

Exército sírio liberta civis sequestrados pelo Daesh em Sweida: Numa operação «precisa», o Exército Árabe Sírio (EAS) conseguiu libertar, esta quinta-feira, duas dezenas de mulheres e crianças que os terroristas tinham sequestrado em Julho na província de Sweida.

LUTA DE CLASSES
O big business volta a atacar: a luta de classes a partir de cima: Banqueiros, elites da indústria agrícola, grandes empresários comerciais, patrões da indústria, do imobiliário e dos seguros e seus consultores financeiros, membros de elite da "classe dominante", desencadearam um ataque em grande escala aos salários e ordenados privados e públicos dos trabalhadores e dos empresários médios (os membros das "classes populares"). O ataque visa o rendimento, as pensões, os planos de saúde, as condições do trabalho, a segurança de emprego, as rendas, as hipotecas, os custos da educação, os impostos, corroendo a família e a coesão familiar. (James Petras)

MIGRAÇÕES
Quatro países afastam-se do pacto sobre migrações
REACÇÃO O «Pacto mundial para uma migração segura, ordenada e regulada», um documento não-vinculativo aprovado por 192 dos 193 países da ONU, está a ser rejeitado por uma minoria de governos de direita.

Das criminosas respostas às migrações (I): Ao dia quinto do mês de Novembro, segundo dados da Organização Internacional de Migração (OIM), haviam morrido na travessia do Mediterrâneo, 1989 pessoas. Desde o primeiro de Janeiro de 2014, terão perdido a vida (pelo menos) 17.336 pessoas, ao arriscarem uma travessia em condições de segurança que estão para lá de inexistentes. É uma das mais terríveis expressões da grave crise humanitária dos refugiados e das consequências das políticas criminosas da União Europeia na resposta às migrações.

Não é uma caravana de migrantes, mas, ao contrário, um novo movimento social: “Estas 'caravanas' de milhares de pessoas que hoje percorrem o México, compostas em 45% por mulheres e crianças, são uma nova forma de luta migrante ou um novo tipo de movimento social”, afirma neste artigo, Amarela Varela, ativista e professora universitária.

MISSEÍS NUCLEARES
A estratégia de Trump contra a Rússia e a China: A guerra na Síria mostrou que as Forças Armadas dos EUA perderam a sua superioridade em matéria convencional em favor da Rússia. O desenvolvimento por Moscovo de uma nova geração de vectores nucleares hipersónicos atestaria igualmente a ultrapassagem aos Estados Unidos em matéria nuclear. Procurando recuperar o seu atraso, o Pentágono pretende aproveitar-se —enquanto ainda é tempo— da sua superioridade quantitativa nuclear para impor as suas escolhas à Rússia e à China.(Alfredo Jalife-Rahme)

TRABALHO
Repressão da Ryanair analisada pelo Ministério Público: O Ministério Público [português] está a analisar as notificações feitas pela Autoridade para as Condições do Trabalho, na sequência das inspecções à greve na Ryanair, que foi marcada por denúncias de repressão.

Ryanair deve seguir direito laboral local: Ministros de cinco países europeus pediram à companhia aérea irlandesa Ryanair que aplique o direito laboral local ao seu pessoal.

Cem anos de Guerras Não Ensinaram Nada

A Perturbadora Nostalgia da Guerra
(José Goulão, AbrilAbril, 2018/11/08)

Anda por aí uma crescente nostalgia da guerra. O que é perturbador, inquietante, assustador mesmo. Não tanto da parte dos cavalheiros da indústria da morte, que esses estão muito bem servidos de guerras, embora, pela lógica inatacável do mercado, seja conveniente manter acesos os conflitos que se travam e criar alguns outros por precaução; também não será das instâncias internacionais e dos governos, porque esses lidam diariamente com a guerra, acarinham-na até, mesmo aqueles que não gerindo nações vastas em dimensão confundem grandeza e dignidade com a pertença a alianças guerreiras para as quais a liberdade e a democracia se cultivam através de práticas criminosas. Como resultado destas circunstâncias, é no cidadão comum que se pressente, com maior evidência, a nostalgia da guerra.

Como resultado da aliança explosiva entre os discursos oficiais, a vários níveis, a comunicação social de largo consumo e a abastardada indústria do entretenimento – que alguns insistem em confundir com a cultura – a chamada opinião pública está a ser insidiosamente formatada em modo de guerra. Como se devesse preparar-se para algo que não tarda a rebentar por aí. Ou seja, estão a tentar convencer-nos, através de métodos multidisciplinares e convergentes – tanto quanto possível indolores – de que a guerra, na forma de um conflito de dimensão continental ou transcontinental, é inevitável.

Causas e consequências

Dos cavalheiros da Lockheed, da Boeing, da BEA Systems, da Raytheon, da Northrop e respectivos amanuenses no Pentágono, dentro da NATO e nos governos militarmente aliados não temos que nos espantar. É o negócio de uns, o belo emprego de outros, a política de todos, porque a guerra e o neoliberalismo em todas as suas versões – globalismo, nacionalismos e fascismo – são unha com carne, por definição indissociáveis.

Do comportamento da comunicação social de grande consumo não devemos, igualmente, espantar-nos. Gere-se pela lei do lucro, que é inimiga do interesse dos cidadãos; e como tudo o que seja violência, cultura bélica, jogos militares e, principalmente, a guerra são coisas que vendem, que garantem share, que massificam audiências, que arrebanham multidões, então que venham, quanto mais sangue humano a escorrer mais dinheiro em caixa. É a lei do mercado, a constituição planetária.

Além disso, como tem vindo a afinar-se o talento para fundir a comunicação social com a propaganda e entretenimento, criando um produto híbrido e venenoso a que o neologismo infotainment ainda está longe de corresponder, a transformação do cidadão comum em consumidor inerte da cultura de guerra tornou-se automática e em circuito fechado, com rotação acelerada pela dinâmica tecnológica. Por isso, o Estado de Israel, o mais eficaz laboratório de guerra existente, é conhecido como «a nação startup».

Acaba por não ser surpreendente, portanto, que o cidadão comum, aquele cuja multiplicação por milhares de milhões cria a «opinião pública», manifeste sintomas de nostalgia de guerra. O que torna o fenómeno ainda mais arrepiante.

A morte é muito fotogénica

A banalização da morte, desde os jogos para crianças e adolescentes até às imagens de guerra transmitidas nos noticiários televisivos de prime time, passando pela massiva cinematografia versando o assunto, distancia as pessoas da tragédia que representa a perda de um ser humano, familiariza-as com a violência, com o assassínio – tudo à distância de um clique, de um botão que se carrega, de um aceno com o telecomando, do bilhete de cinema, do aluguer de um filme, dos saldos de CD’s ou DVD’s, da escolha de um episódio em dezenas de canais de séries, da arte de manusear uma consola. Morte real ou a fingir? A reprodução através de imagens muitas vezes não é explícita, quanto mais realista for a versão ficcional mais eficaz é o entretenimento, mais entranhada fica a identificação com a violência.

Depois há também o culto do herói, solitário ou destacando-se do anonimato do grupo, a moda militar, a definição e tipificação do inimigo, a inadmissibilidade da crítica à «boa» aliança militar, a deturpação da realidade das guerras existentes, a glorificação da eficácia, das capacidades e performance das armas de extermínio, a compreensão perante o fim de tratados de desarmamento. A morte de seres humanos é sempre um dos objectivos principais da guerra, mas essa realidade está dissolvida na propaganda subliminar, na sensação transmitida de que o drama é sempre qualquer coisa de alheio, distante – e se os «maus» forem exterminados, tanto melhor.

Os poderes públicos não têm sequer o bom senso, ou mesmo a decência, de evitar a militarização de comemorações com as quais pretendem celebrar a paz.

O armistício que pôs fim a uma das maiores e mais cruéis chacinas mundiais está a ser celebrado na Europa, com epicentro em Paris, através de grandiosas paradas militares simbolizando, no fundo, a prontidão para voltar a fazer o mesmo.

Portugal, como não podia deixar de ser, seguiu a regra, excedeu-a mesmo convocando o maior desfile militar de sempre para assinalar o envio de uma geração de portugueses para o matadouro, como um imenso rebanho de gado. A República de hoje foi incapaz de amenizar, ao menos com desculpas às famílias dos mortos e estropiados, a ignomínia praticada pela República dos primeiros tempos ao agir como qualquer monarquia absoluta.

A República de hoje foi incapaz de assinalar o armistício com um acto cívico de reflexão sobre a decisão de condenar milhares de portugueses a uma morte certa para irem matar concidadãos alemães sem saberem ao certo por quê. Desta maneira foram martirizados milhões de jovens de vários continentes, para ajuste de contas entre imperadores capitalistas com desavenças de dominação e de acesso, como sempre, aos lucros. E assim se celebra o armistício, cem anos depois, com gigantescas e solenes exibições de aptidões castrenses, como quem passa a mensagem «estamos prontos para outra», mais tarde ou mais cedo as guerras são acontecimentos inevitáveis.

Um ambiente gerado deste modo é susceptível de proporcionar emoção, orgulhos, identificação, uma certa nostalgia da guerra entre as pessoas que não se apercebem do quanto são manipuladas, manobra que o discurso oficial alimenta com o cinismo do «serviço à pátria», uma receita que não conhece fronteiras e funciona em todas as «pátrias».

«Servir a Pátria»

Que «serviço à pátria» prestam, por exemplo, os militares portugueses no Afeganistão? Ou na República Centro Africana, mais de 40 anos depois de nos libertarmos da guerra colonial?

Neste país de África, os militares portugueses actuam, ao que se diz, sob a bandeira da União Europeia, pelos vistos uma «pátria alargada» cuja vocação militar se desconhecia, a não ser como entidade política subsidiária da NATO.

É difícil identificar os interesses portugueses pelos quais esse contingente guerreia em África, onde se trata, isso sim, de servir os contrabandistas de diamantes, urânio, madeiras preciosas, cavalheiros aparentados com as famílias da indústria da morte e outras ilustres corporações, todas elas escravocratas.

E que «serviço à pátria» prestaram os militares portugueses que foram envolvidos, sob comando norte-americano, nas colossais manobras de guerra agora realizadas na Noruega e outros espaços nórdicos, mas sempre com as miras assestadas à Rússia?

Estas interrogações não são comuns entre os comuns cidadãos. Talvez porque não lhes seja dado espaço para as idealizaram enquanto são entretidos com as heróicas façanhas dos «nossos aliados» chacinando sírios e líbios ou sérvios por atacado, levando a democracia e a liberdade até casa dos próprios à bomba, arrombando portas que não se lhes abram, não hesitando em recorrer a armas proibidas como são as munições de fósforo branco.

Para cidadãos despertos e atentos, as patranhas e mistificações que estão na origem de tais feitos gloriosos seriam fontes de revoltas, de indignação, de repúdio. Porém, isso não pode acontecer porque a maioria das pessoas do planeta estão, de facto, anestesiadas com a guerra que lhes servem a todas as horas, a sério, de faz de conta ou como actividade lúdica.

Daí resultam inércia em vez de atenção crítica, alguma identificação no lugar de indignação, uma certa nostalgia substituindo o que poderia ser repúdio.

Enquanto, inertes ou revoltados, todos nos aproximamos uma vez mais do matadouro, conduzidos agora pelos marechais do mercado, por generais insensíveis e desumanizados, por políticos irresponsáveis, levianos e a soldo.

2018/11/08

O Fascista Henrique Cardoso

Afinal balança
(Anabela Fino, in Avante, 2018/11/08)

«Sou contrário às tendências de Bolsonaro, mas tenho que torcer pelo Brasil. Tenho que torcer para que ele acerte e não para que erre». Esta declaração de Fernando Henrique Cardoso (FHC) em entrevista à RTP3, na semana passada, bastaria para definir o posicionamento político do ex-presidente eleito pelo PSDB, sociólogo, cientista, professor universitário, tido como democrata, face a um presidente eleito que se assume como admirador da ditadura, racista, homofóbico, xenófobo, machista. Um presidente que se apresenta como «restaurador da ordem», com um discurso que apela aos princípios mais retrógrados da tenebrosa triologia Deus, Pátria e Família. Um presidente calorosamente saudado por Trump e Netanyahu e que logo anunciou a transferência da embaixada brasileira em Israel para Jerusalém.

2018/11/07

Organizar a Resistência no Brasil

Organizar a Resistência e unir as Forças Populares, Democráticas e Patrióticas Contra o Fascismo!
(Comité Central do Partido Comunista Brasileiro - PCB)

Apesar do crescimento, nos últimos dias, de uma onda democrática em oposição à ameaça representada pela candidatura fascista, confirmou-se a eleição de Jair Bolsonaro para a presidência da República. A sociedade brasileira defronta-se com um novo momento da dominação capitalista no nosso país. Foi derrotado o ciclo da conciliação de classes, e uma nova fase da política brasileira tem início desde agora.

2018/11/05

O Reino do BBBB

Está escuro no pico do meio-dia
(Pepe Escobar, in ODiario.info, 2018/11/04)

Jean Baudrillard definiu um dia o Brasil como “a clorofila do nosso planeta”. Contudo, um país tão amplamente associado em todo o mundo ao poder suave duma joie de vivre criativa acaba de eleger um fascista para presidente.

O Brasil é uma terra dilacerada. O antigo paraquedista Jair Bolsonaro foi eleito com 55,63% dos votos. Mas 31 milhões de votos foram de abstenção, ou brancos ou nulos, um autêntico recorde. Foram 46 milhões os brasileiros que votaram no candidato do Partido dos Trabalhadores, Fernando Haddad, professor e antigo prefeito de São Paulo, uma das gigantescas metrópoles do Sul global. O facto impressionante é que mais de 76 milhões de brasileiros não votaram em Bolsonaro.

O seu primeiro discurso, como presidente, exalava o sentimento de uma guerra santa degradada, feita por uma seita fundamentalista, entrelaçada com uma vulgaridade omnipresente e a exortação a uma ditadura de inspiração divina, como a via para uma nova Era de Ouro brasileira.

2018/11/03

Noticias do Mundo Real 2018/11/03

Num mundo em que o Capital consegue impor cada vez mais facilmente os discursos dos ódios, importa celebrar a vitória do mais solidário dos países: Cuba! Esta semana Cuba aprovou nas Nações Unidades a sua proposta de resolução para por termo ao criminoso bloqueio imposto pelos EUA imperialistas. Com uma quase perfeita unanimidade de 189 votos a favor, onde apenas os EUA e o seu capacho sionista votaram contra, a resolução apresentada por Cuba foi aprovada pelo 26º ano consecutivo! Mas sobre o mundo real que não passa nos caneiros televisivos e não vai às capas dos jornaleiros nacionais que choram lágrima de crocodilo pela eleição do fascista brasileiro, depois de terem passado a campanha eleitoral a lavá-lo com lixívia, muito mais se pode ler no jornalismo português de qualidade. Aqui ficam uns links com informação sobre o que de facto se passa no mundo real.

CUBA
«O mundo está com Cuba»: O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, recebeu na capital russa a notícia da votação sobre a resolução contra o «bloqueio», apresentada pelo seu país, e definiu-a como uma «tremenda vitória».

O Bloqueio a Cuba e a liberdade: No dia em que estas linhas chegarem às mãos do leitor a Assembleia-geral das Nações Unidas estará a votar a proposta de Resolução apresentada pela República de Cuba sobre a «necessidade de acabar com o bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba», crime que está prestes a completar 60 anos, tantos quantos o triunfo da Revolução cubana (Ângelo Alves)

AMÉRICA LATINA
Operação Condor, Parte II: O recuo latino-americano, conjugado com o que se passa na Europa, confirma que o neoliberalismo admite cada vez mais a incapacidade para sobreviver em democracia, mesmo que expurgada dos seus princípios essenciais. (José Goulão)

ARÁBIA SAUDITA
Khashoggi vs. 50.000 crianças iemenitas massacradas: Este texto é escrito com justificada indignação. Indignação perante a hipocrisia com que os media, governos e instituições ocidentais reagiram ao assassínio do jornalista saudita Jamal Khashoggi. Trata-se de um assassínio repugnante. Mas que Parlamento Europeu o condene, e nunca tenha encontrado razões para condenar os massacres que a Arábia Saudita leva a cabo no Iémen, é igualmente repugnante.(Peter Koenig)

ÁUSTRIA
Áustria anuncia abandono do pacto das Nações Unidas sobre migração: A Áustria não assinará o pacto sobre migração acordado em Julho por todos os membros da ONU com excepção dos EUA. O governo de Sebastian Kurz segue os passos da Hungria, que também «está fora».

BRASIL
https://www.abrilabril.pt/internacional/bolsonaro-ganha-e-abre-porta-ao-passado: O candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro, venceu as eleições presidenciais brasileiras com perto de 56% dos votos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.

União em defesa dos direitos do povo brasileiro e da democracia no Brasil: Uma ampla frente democrática para enfrentar a ameaça fascista e defender a democracia no Brasil foi proposta pelo PCdoB face à eleição de Bolsonaro, candidato de extrema-direita como presidente da República.

Bolsonaro e os seus mandantes: A comunicação social, que diabolizou as presidências do PT e favoreceu descaradamente a vitória de Bolsonaro sem poder esconder as suas boçais diatribes, aparece agora a disfarçar e a desculpar o seu comportamento trauliteiro e a minimizar a ameaça fascista. (Albano Nunes)

Brasil, Fascismo e a Ala Esquerda do Neoliberalismo: Um interessante texto, que faz fogo em várias direcções, integrando o passado das primeiras décadas do séc. XX com o actual fluxo de crescimento de forças e individualidades de extrema-direita e fascistas. E procurando abordar esse fenómeno no quadro histórico do capitalismo, ao qual nenhum movimento fascista é alheio. (Rob Urie)

Relatório pós-eleitoral Brasil: Bolsonaro, presidente e “Messias”: Ainda haverá muito a dizer e a analisar sobre as eleições no Brasil, e sobre a ainda mais complexa e perigosa situação que aí se vive. O diário.info procurará publicar elementos que ajudem a essa análise, como é o caso deste artigo, que relembra que os resultados eleitorais têm a ver não apenas com a Presidência mas também com um conjunto de outros órgãos federais e estaduais. O mapa político do Brasil sofreu uma enorme reconfiguração e uma ainda mais acentuada viragem à direita. O que vem a seguir está ainda em boa parte por definir. (Guillermo Javier González)

Organizar a resistência e unir as forças populares, democráticas e patrióticas contra o fascismo!
Apesar do crescimento, nos últimos dias, de uma onda democrática em oposição à ameaça representada pela candidatura fascista, confirmou-se a eleição de Jair Bolsonaro para a presidência da República. A sociedade brasileira se defronta com um novo momento da dominação capitalista em nosso país. Foi derrotado o ciclo da conciliação de classes, e uma nova fase da política brasileira tem início desde agora. Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB)

EUA
Eleições numa oligarquia: Com eleições tão caras, cerca de metade dos membros do Congresso são milionários. Ao nível nacional, os trabalhadores assalariados constituem apenas 4% dos candidatos de ambos partidos. (André Levy)

A aliança de Trump com esquartejadores, esquadrões da morte e assassinos de crianças: Arábia Saudita, Brasil e Israel: O título deste artigo diz tudo: os “aliados naturais” de Trump são indivíduos e regimes que representam o que existe de mais criminoso e sórdido na face da Terra. Mas até esses podem não ser aliados fiéis. O decadente império EUA ainda consegue aliados militares para as suas guerras genocidas e para o seu dementado belicismo. Mas começam a surgir de forma cada vez mais expressiva interesses económicos concretos em oposição à política de sanções e de guerra. (James Petras)

EUROPA
Orçamento da União Europeia é negativo para Portugal: Os deputados do PCP no Parlamento Europeu consideram que o orçamento da União Europeia para 2019 aprovado na semana passada está muito longe da resposta às necessidades e anseios dos povos.

Capacidade orçamental da zona euro: Está neste momento em discussão a proposta da Comissão Europeia de criação de uma capacidade orçamental da zona euro, alegadamente destinada a combater os choques assimétricos. Apresentada como a cereja que falta no topo da União Económica e Monetária (UEM), esta proposta representa, como iremos ver, mais uma peça do euro e da governação económica que irá cercear ainda mais a política orçamental dos estados membros. (Miguel Viegas)

INDIA
Projecto político multipolar impulsionado por Putin na Índia Um artigo que complementa o de Pepe Escobar, publicado há quatro dias. Algumas das questões que aí eram deixadas em aberto encontram aqui dados e informação adicional. Naturalmente que a posição da Índia é em alguns importantes aspectos ambígua. Mas razões económicas objectivas levam-na a tender a resistir às pressões dos EUA relativamente às suas relações externas, nomeadamente com a Rússia e o Irão. (Tom Luongo)

PALESTINA
Israrel assassina cinco palestinianos no campo de concentração de Gazza e um na Cisjordâna: Cinco manifestantes palestinos foram hoje mortos a tiro por soldados israelitas durante protestos junto à vedação com que Israel encerra a Faixa de Gaza.

SÍRIA
Capacetes Brancos preparam nova provocação com substâncias químicas em Alepo : O alerta foi dado, esta segunda-feira, pelo Ministério russo da Defesa, de acordo com o qual o «braço mediático» dos grupos terroristas já está a realizar as filmagens dos ataques encenados.

Al-Assad: «Os sírios pagaram um preço elevado pela pátria e a independência»: Num encontro com representantes do Conselho Mundial da Paz e da Federação Mundial da Juventude Democrática, Bashar al-Assad agradeceu o apoio internacional e destacou a resistência do povo sírio.

Cimeira de Istambul defende solução política para a Síria: Os dirigentes da Turquia, Rússia, Alemanha e França acordaram em Istambul, no sábado, 27, em redobrar as iniciativas políticas para, sob os auspícios das Nações Unidas, pôr fim ao conflito armado na Síria.

UK
Polícia britânica espiou partidos e movimentos: O diário The Guardian revelou que, na Grã-Bretanha, a polícia espiou durante décadas partidos de esquerda e outras organizações, incluindo grupos ecológicos, campanhas anti-racistas e movimentos pela paz.

ÁGUA PÚBLICA OU PRIVADA
Deputados o PCP no PE em defesa da água pública: O Parlamento Europeu aprovou uma directiva sobre a qualidade da água para consumo humano que defende os interesses das transnacionais e ameaça a água pública. Os deputados do PCP votaram contra.

ARMAMENTO
«EUA tentam impor pela violência o seu domínio mundial»: A intenção dos EUA de abandonar o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermédio é motivo de grande preocupação para o CPPC, que alerta para a urgência de travar a «escalada armamentista».

DEMOCRACIA
Qual democracia? Cansaço da democracia? Mas qual democracia? A da União Europeia que espera «fortalecer a parceria com o novo governo» brasileiro e que Bolsonaro trabalhe para «consolidar a democracia» no Brasil, apesar de ser um admirador da ditadura militar, de o seu vice-presidente ser um defensor de golpes de Estado, de o muito moralista futuro ministro da Casa Civil ter admitido haver recebido no passado recente recursos não declarados para cobrir gastos de campanha, e de Bolsonaro filho, deputado eleito (logo democrata!) dizer que para fechar o Supremo Tribunal Federal basta um cabo? (Anabela Fino)

EMIGRAÇÃO
Caravana de emigrantes enfrenta cada vez mais repressão, mas segue rumo aos EUA: Novos contigentes de emigrantes seguiram-se à «caravana» original. Insistem em rumar para a fronteira sul dos EUA, mesmo com as ameaças de Trump e as restrições dos governos da Guatemala e do México.

FOME
Perito da ONU nas questões da pobreza alerta para um tsunami de privatização desregulada: Publicámos em 24 de Setembro as páginas iniciais de um notável relatório sobre a situação social e democrática nos EUA. O relator, Philip Alston, é o mesmo de um novo relatório da ONU sobre as consequências sociais e humanas da vaga de privatizações de serviços públicos que percorre o mundo inteiro. Um importante documento que, vindo de onde vem, não pode ser lido apenas como mais um grito de alerta. A mercantilização pelo capitalismo de todos os direitos dos povos é outra prova da sua radical oposição à própria humanidade. (Philip Alston)

A Democracia Segundo os Moscovici

Qual democracia?
(Anabela Fino in Avante!, 2018/10/31)

De tudo o que já se disse sobre o resultado das eleições de domingo no Brasil a afirmação mais espantosa é provavelmente a do comissário europeu de Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, que atribui o triunfo de Jair Bolsonaro a uma espécie de «cansaço democrático» fruto dos efeitos da crise que deixou «desigualdades impressionantes».

Integrando a eleição de Bolsonaro na tendência de recuo das «democracias liberais» em todo o mundo, Moscovici considera que este fenómeno «está talvez ligado a uma forma de cansaço democrático, sobre a qual aqueles que têm a democracia no coração deveriam reflectir, de modo a organizar um contra-ataque».

2018/10/31

Ninguém É Ilegal

Lei da Nacionalidade, O Lugar da Não Existência
(Lúcia Gomes, in Manifesto74, 2018/10/32)

O Paulo nasceu em Portugal. Nunca viu Cabo Verde. Nunca foi lá. Não sabe quais os cheiros, as cores, não conhece a ancestralidade que os documentos dizem ser a sua nação. Tem pouco mais de 20 anos e toda a sua vida viveu na Cova da Moura. Conheci o Paulo porque foi torturado brutalmente pela polícia. É um miúdo calado, reservado. Muito educado. Insiste em tratar-me por você - quase como se houvesse uma hierarquia entre nós porque sou branca e licenciada - sempre com modos que fariam envergonhar um qualquer nobre cavaleiro.

Os Fascistas Portugueses que não condenam as ações do Fascista Brasileiro

Os Fascistas Portugueses

Paulo Portas não vê nada "eticamente reprovável" em Bolsonaro

Jaime Nogueira Pinto votaria Bolsonaro.

Nobre Guedes também admite que votaria Bolsonaro.

Conceição Cristas entre Bolsonaro e Haddad não votaria em ninguém.

Judite de Sousa diz que Bolsonaro prometeu combater a corrupção e a violência e que os taxistas votaram nele porque ele não roubou e que o "ainda ex-juiz" Moro é a melhor figura para combater a corrupção e o tráfico de droga nas favelas.

Os outros quatro eu até compreendo, estão satisfeitissimos com a vitória do compagnon de route e aliviadissimos com a derrota do democrata civilizado, mas a burra da Judite não compreende que está a normalizar um violento discurso de ódio? A aceitar que lhe digam na cara que nem merece ser violada? A desvalorizar os apelos para levar "a petralhada para a Ponta da Praia", para o centro de tortura e assassinio da ditadura? Mas a burra não vê as semelhanças entre a ascensão dos fascismos nos anos 30 do século passado e as tomadas de poder dos bolsascistas, dos orbanazis, dos kaczynazistas? Dos que amanhã lhe irão bater à porta para a condenar sem provas, só porque "toda a gente, todos os taxistas, todos os leitores do correio da manha, todos os espectadores dela sabem que ... ela é corrupta!"

As Acções dos Fascistas Brasileiros que os Fascistas Portugueses Acham Normais

(2018/10/29) Boicotar Artistas Democratas
Os apoiantes do fascista apelam ao boicote de artistas porque os artistas são ... democratas e elaboram "lista negra" de artistas a boicotar. Ainda não queimam livros, mas já produzem e divulgam nas redes sociais listas de inimigos que pretendem boicotar. É um começo. Eu considero uma honra fazer parte dessa lista.

(2018/10/29) Criar Petições para Prender Democratas
Após a vitória de Bolsonaro, Guilherme Boulos convocou uma frente ampla pela democracia, procurando mobilizar a oposição contra o fascista brasileiro. Guilherme Boulos é uma das mais destacadas figuras da esquerda brasileira, é membro do PSOL e apoiou Fernando Haddad nas Presidenciais.
Ontem, Edivan Barbosa Barreto, que foi 1º Secretário da Secção de Voto 760, criou uma petição pública em que pede ao Tribunal Federal uma ordem de prisão para Boulos, alegando que a oposição democrática constitui uma "ameaça à paz pública".

(2018/10/28) Queimar Escolas e Centros de Saúde
A Escola São José e o Posto de Saúde, prédios da Prefeitura de Jatobá, localizados na aldeia Bem Querer de Baixo, foram criminosamente incendiados tendo praticamente perdido a totalidade da estrutura física, móveis, documentos, equipamentos... Pouca coisa se salvou. A comunidade Bem Querer de Baixo é uma das principais áreas de conflitos entre indígenas e posseiros e onde recentemente tivemos ganho de causa pela reintegração de posse do nosso território. Os maiores prejudicados são as crianças sem escola nas vésperas do fim do ano letivo, a comunidade sem o PSF onde eram realizados cerca de 500 atendimentos mensais e a nossa alma que é constantemente ferida, machucada... Mas jamais silenciada.

(2018/10/28) Apelar à bufaria
Uma deputada fascista apelou a que os alunos filmem e denunciem os professores que não concordem com o fascismo brasileiro.

Um Bolsonaro de uma coerência avassaladora
Na tentativa de esclarecer algumas pessoas que acredito não saibam ainda quem é o candidato fascista, como a srª brasileira que faz directos e indirectos para os caneiros globo-bolsanamão e conseguiu não filmar o cartaz da foto, ou o sr. da tvista que acha o candidato fascista "imprevisível", deixo-lhes aqui algumas das afirmações do afinal previsível e coerente candidato fascista. Vamos ver, com o tempo, o que ele conseguirá realizar.

2018/10/29

São mesmo fascistas

São mesmo fascistas
(Manuel Augusto Araújo, in AbrilAbril, 2018/10/26)

Têm todos o mesmo e forte traço comum, qualquer que seja o rótulo colado às suas políticas, mais ou menos violentas conforme as circunstâncias. Nada os faz recuar, mesmo os crimes mais hediondos.

Vivem-se os tempos sombrios do capitalismo pós-democrático em que o fascismo nas suas variantes, que a comunicação social estipendiada, eufemisticamente vai nomeando como radicalismo de direita, extrema-direita e outras etiquetas para travestir e edulcorar a realidade, irrompe para demonstração cabal do que sempre foi: o sistema a que as forças mais reaccionárias recorrem para assegurar os seus interesses quando as crises se agudizam e os ameaçam. Actual continua a caracterização que Gyorgi Dimitrov fez do fascismo como «a ditadura terrorista aberta dos elementos mais reacionários, mais chauvinistas e mais imperialistas do capital financeiro» para «assegurar no sentido político o êxito da ofensiva do capital, da exploração e do saque das massas populares pela minoria capitalista e garantir a unidade da dominação dessa minoria sobre a maioria popular».

2018/10/28

Brasil

Brasil
(Manuel Rocha, in As Beiras, 2019/10/28)

Chico Buarque subiu à tribuna e disse “eu tenho a esperança de que nas periferias, que é afinal onde está o povo que mais sofre com a miséria e a violência, onde votaram por mais violência e mais miséria – votaram contra si mesmos – talvez na última hora virem o voto. Não queremos mais mentira, não queremos mais força bruta. Queremos paz. Queremos alegria. Queremos Fernando (Haddad) e Manuela (D’ Ávila). Queremos democracia”. E mais não disse porque a voz embargou-se-lhe e, nesse quase-pranto, selou o mais curto e comovente dos discursos de campanha no Brasil.

2018/10/26

Sobre a Desinformação do Candidato Presidencial Fascista

Dentro das redes do fascismo: duas semanas entre os grupos de WhatsApp de eleitores do Bolsonaro
(Sebástian Valdomir, in Carta Maior, 23/10/2018)

– Ingressar nos grupos de WhatsApp e Telegram de Bolsonaro não é difícil. Sobretudo nos que foram ativados para o segundo turno e que tiveram como eixo a agitação digital nos estados e cidades do Nordeste do país, onde o candidato perdeu contra Fernando Haddad no primeiro turno.

Faltando poucos dias para o segundo turno das eleições no Brasil, foram conhecidos alguns detalhes da estratégia e funcionamento dos grupos de mensagens digitais da campanha de Jair Bolsonaro. O tema já vinha sendo abordado por analistas políticos e comunicacionais como uma peça relevante da sua campanha, mas sem maiores repercussões. Na semana passada, o The New York Times publicou uma coluna sobre o funcionamento da divulgação massiva de conteúdos falsos por grupos de mensagens, e finalmente, na quinta-feira (18/10), o diário Folha de São Paulo deu cobertura à conexão entre as empresas e o financiamento da estratégia de divulgação de notícias falsas contra o adversário de Bolsonaro, o petista Fernando Haddad.

Sobre a desinformação, suas forma e efeitos

Brasil: a destruição do espaço público é o triunfo do poder absoluto do mais forte
(Daniel Oliveira, in Expresso Diário, 26/10/2018)

Por andar a escrever bastante sobre o Brasil e por Gregório Duvivier (“Porta dos Fundos”) ter partilhado uma entrevista que lhe fiz nas redes sociais, tenho tido muitas reações de brasileiros que vivem em Portugal e no Brasil. Por essa via tive, há uns tempos, uma experiência antropológica interessante. Um brasileiro enviou-me um conjunto de “notícias” sobre a esquerda brasileira. Desde leis apresentadas no Congresso, com links não acessíveis por se tratarem de fotografias e com resumos onde se fala de “promoção do ateísmo” ou do ensino de que “ninguém nasce homem ou mulher”, até o já famoso “kit gay”. De forma pedagógica e paciente, fui enviando os links para as propostas de lei referidas, para que o meu interlocutor verificasse que os resumos eram falsos, e links para notícias que desmentiam o vídeo que ele me enviava da TV Record (da IURD).

Xuxas a Xuxar: é uma tradição

Xuxalistas no seu melhor ;-) A Maria da Falta de Saúde Privada de Belém Roseira a escrever a lei de bases da saúde e o Hugo Alojamento Local Pires à frente da comissão da lei das rendas. Dêem-lhes maioria absoluta para eles nomearem o Ricardo Levou à Falência o Espirito Santo Salgado para regulador da atividade bancária ;-)

Haddad encurta distância em 6pp

Depois de conhecido o golpe dos milhões de pacotes whatsapp pagos pelo capital ao candidato neo-fascista e das ameaças de banir "a petralhada vermelha", Haddad aproxima-se 6pp do neo-fascista bolsonaro, isto segundo a última sondagem da Datafolha.

Sem argumentos a campanha do neo-fascista contra-ataca com #FakeNews sobre a manipulação de urnas electrónicas.