2018/12/30

Noticias Do Mundo 2018/12/28

Nestas vésperas de passagem de ano, o destaque poderia ser para as crianças que morrem nas instalações da guarda fronteiriça dos EUA, ou para os mortos da guerra da Arábia Saudita contra o Iémene, patrocinada pelo EUA, ou para as crianças palestinianas assassinadas pelo regime de Telavive, com o beneplácito dos EUA, ou ainda para a prometida retirada das tropas estado-unidenses da guerra que iniciaram contra a Síria, mas, considerando a urgência do alerta, o destaque desta semana tem mesmo de ser para as milícias que os EUA estão a treinar na fronteira da Colômbia com a Venezuela para dar inicio à, de há muito esperada e preparada, invasão da República Bolivariana da Venezuela, antes que o Maduro tenha tempo de passar a comercializar o petróleo em petros e de distribuir o meio milhão de habitações que irá perfazer os 3 milhões de casas distribuídas pelo chavismo ao povo Venezuelano.

VENEZUELA
O terror amadurece na América Latina: Mercenários estão em fase de treino na base de Tona, na Colômbia, para desencadear um falso ataque da Venezuela contra território colombiano que funcionará como detonador de uma guerra contra Caracas.(José Goulão)

Governo venezuelano aprova verbas para 500 mil novas casas em 2019: O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, aprovou esta quarta-feira a atribuição de novas verbas à Grande Missão Habitação Venezuela, destinadas à construção de mais meio milhão de fogos em 2019.

2018/12/25

16 mil e 500 Milhões para os Banqueiros

(Alexandre Bravo, O Portugal Que Queremos, 2018/12/14)

É útil ler e saber aquilo que se comenta sobre este inqualificável roubo aos impostos pagos pelo contribuinte. Há uma ideia generalizada que os bancos andam a tapar os buracos que abrem com suas negociatas, vigarices, aventuras financeiras, etc, acusando-os de parasitas e ladrões.

Não estou nem por um segundo a tentar ilibar essa escumalha indecente, que tem praticado actos, alguns deles verdadeiros crimes, mas sim a acusar cada um de nós, cidadãos eleitores, pela nossa irresponsabilidade, estupidez e candura perante os políticos que escolhemos. Que autoridade moral temos em criticar os bancos pela suas tropelias, quando a cobertura lhe é fornecidas por governos por nós eleitos? Não nos iludamos, pois a grande maioria dos políticos que fazem parte do dito " bloco central " , obedece a lógicas e interesses da classe dominante, e neste domínio, tanto importa que seja amarelo, laranja ou rosa, pois as consequências são sempre as mesmas, e o embuste que nos vendem não varia de governo para governo, é o famoso " risco sistémico" para o sector financeiro. No entanto, vejam o que aconteceu na Islândia, prenderem aqueles banqueiros criminosos, não recuperaram bancos e o país não despareceu.

2018/12/24

A Todos Um Bom Natal (*)

Conto de Natal – Maria e José na Palestina em 2010
(James Petras, Resistir.info, 2018/12/24)

Os tempos eram duros para José e Maria. A bolha imobiliária explodira. O desemprego aumentava entre trabalhadores da construção civil. Não havia trabalho, nem mesmo para um carpinteiro qualificado.

Os colonatos ainda estavam a ser construídos, financiados principalmente pelo dinheiro judeu da América, contribuições de especuladores de Wall Street e donos de antros de jogo.

"Bem", pensou José, "temos algumas ovelhas e oliveiras e Maria cria galinhas". Mas José preocupava-se, "queijo e azeitonas não chegam para alimentar um rapaz em crescimento. Maria vai dar à luz o nosso filho um dia destes". Os seus sonhos profetizavam um rapaz robusto a trabalhar ao seu lado… multiplicando pães e peixes.

2018/12/23

Terroristas de Capacete Branco

Capacetes Brancos: «traficantes de órgãos, terroristas, saqueadores»
(AbrilAbril, 2018/12/21)

A Fundação para o Estudo da Democracia apresentou esta quinta-feira, na ONU, os resultados de uma investigação sobre a acção dos Capacetes Brancos na Síria, vincando a ligação do grupo ao terrorismo.

Embora sejam louvados pelas potências ocidentais pelo trabalho «voluntário de resgate humanitário», a acção dos Capacetes Brancos não fica assim tão bem vista após a investigação realizada pela Fundação para o Estudo da Democracia, sedeada na Rússia e cujos resultados foram ontem apresentados pelo seu director, Maxim Grigoriev, na sede das Nações Unidas em Nova Iorque.

2018/12/22

A Nicarágua e a Nicarágua Segundo o Schindler do Esquerda.net

Cada vez que vou ao Esquerda.net procurar noticias do mundo, fico com estranha impressão de que andam por ali as mãozinhas democratadoras das fundações do Soros. Desta vez são uns escritos de um Schindler, sobre a Nicarágua. Passei os olhos por dois, ambos se fartam de bater no actual presidente e, por tabela, bem explicita, na frente sandinista toda. Vamos por partes.

Independentemente de não ser especial partidário do governo nicaraguense, e de não poder pactuar com assaltos policiais, o escrito do Schindler suscita algumas perguntas e requer a contraposição de alguns factos relatados por outras fontes.

Vamos primeiro às perguntas e depois a umas quantas ligações para outras "leituras" dos mesmos e de outros factos.

1. Além da (aparentemente) mui digna dupla CENIDH/Vilma Nuñez, como caracteriza o Schindler @s restantes ong's e ocs's "assaltad@s" pela polícia?

2. Como são financiad@s essas ong's e esses ocs's (follow the money?)

3. Afinal @s "assaltad@s" ong's e ocs's estão ou não implicad@s nas violências de Abril/Julho de 2018?

4. Os mortos que o Schindler refere, por puro acaso, decorreram durante a onda de violência que teve lugar em Abril/Julho de 2018?

5. Os pacíficos "estudantes universitários" que o Schindler refere não são, por acaso, os mesmos jovens que se manifestam na foto aqui ao lado com um violinista igual ao da Venezuela, pois não?

6. Como enquadra o Schindler a "resposta terrorista" do governo no quadro do processo político nicaraguense, nomeadamente da experiência com "os contra" em finais da década de 80 .

7. Em que é que ficaram as acusações de pedofilia, ou isso foi só mais um prego de fake-news ao estilo se-passar-passou das democratadoras fundações do George Soros? Assim do mesmo calibre que as "acusações" que mantêm o Assange preso, na embaixada do Equador em Londres, vai para uma meia dúzia de anos?

Quanto à informação que contraria as teses mainstream dos media corporativos, veiculadas pelo Schindler, onde lhe dão tribuna, ficam aqui umas quantas, todas de fonte credível e verificada, independente dos media corporativos e das fundações do George Soros.

Parlamentares europeus e latino-americanos condenam ofensiva imperialista (AbrilAbril, 2018/09/20)

Nicaraguenses regressam à «normalidade», mas continuam a exigir justiça (AbrilAbril, 2018/08/28)

Registadas 269 mortes durante a onda de violência golpista na Nicarágua (AbrilAbril, 2018/10/19)

Marcha pela Paz e pela Justiça encheu as ruas de Manágua (AbrilAbril 2018/08/05)

Reconstrução da Nicarágua avança (AbrilAbril 2018/08/01)

O Golpe de Estado em Curso na Nicarágua (Refer&ncia 2018/07/24)

Solidariedade com a Revolução Sandinista foi vincada no Chile (AbrilAbril, 2018/07/23)

No meio da violência, diálogo é retomado na Nicarágua (AbrilAbril, 2018/06/15)

Acções de terrorismo aumentam na Nicarágua (AbrilAbril, 2018/06/10)

A trama do golpe: os milhões da NED e «estudantes» a pedir apoio em Washington (AbrilAbril, 2018/06/27)

Onda de violência na Nicarágua, apesar dos apelos do governo ao diálogo (AbrilAbril, 2018/06/06)

Comissão mista apela ao fim da violência da Nicarágua (AbrilAbril 2018/05/29)

Ortega denuncia violência e exorta nicaraguenses a construir a paz (AbrilAbril 2018/05/17)

Parlamento da Nicarágua nomeia comissão da verdade (AbrilAbril 2018/05/07)

Nicaraguenses insistem na defesa da paz (AbrilAbril, 2018/05/03)

População organiza-se contra a violência na Nicarágua (AbrilAbril, 2018/04/23)

E não, não forneço o link para o escrito do Schindler. Quem quiser que o procure, afinal, daquilo há aos pontapés, espalhado pela desinformação corporativa.

Revolta dos Coletes Amarelos Franceses Continua

A vigarice de Macron não funciona!
(Rémy Herrera, Resistir.info, 2018/12/15)

Num curto discurso televisivo difundido segunda-feira 10 de Dezembro às 20h00, o presidente Emmanuel Macron enunciou as medidas destinadas, segundo ele, a acalmar a cólera popular dos "coletes amarelo": 1) a remuneração dos trabalhadores que recebem o Smic (ou salário mínimo interprofissional de crescimento) aumentaria "em 100 euros por mês" a partir de Janeiro de 2019; 2) um bónus "que não terá nem imposto nem encargo" seria pago no fim do ano de 2018 por "todos os empregadores que o puderem"; 3) o pagamento das horas suplementares seria novamente desfiscalizado": e 4) o aumento da CSG (contribuição social generalizada) seria anulado em 2019 para os reformados que recebem menos de 2000 euros mensais.

Neofascismo 0 - Trabalho 1

Acabou o dia e já se pode fazer o computo geral da amarelândia. Sem exagero, foram mais de 500 tristes a passear o colete, nessa coisa esquisita, sem sindicatos nem organizações, anti os partidos todos - menos o daquele sr. do pênêrê - anti-tudo e o seu contrário, pela pátria marchar, para angola em força, abaixo tudo, tudo pela nação, que eles são todos iguais.

Uns 100 no marquês, mais de 100 no nó de francos, cerca de 100 no algarve, 60 em Coimbra, 50 em Braga e mais uns quantos por aí fora, no total, foram de certeza muito mais de 500, talvez perto de 600.

Muito abaixo do que as televisões todas andaram a prometer na véspera. Nem O Organizador da coisa, entrevistado pela sic noticias lhes valeu, nem ele nem o serviço de propaganda da rêtêpê, nem a manha toda do correio nem as vistas de queluz. Os esforços todos dos media corporativos todos, aliados à geringonça de propaganda do pênêrê, arregimentaram meia centena de tristes, para dar corpo à indignação da cristas que tem o marido na uber, a recrutar amarelândios com veiculo para alugar ao metro.

Podemos dormir descansados? Não!

Foi a primeira tentativa dos neofascistas fazerem qualquer coisa. Com o tempo e os calos aprendem a fazê-las.

Se o poder do centro-direita ps-psd-cds continuar a roubar o trabalho, e os media corporativos continuarem a silenciar a esquerda, só têm de esperar. O tempo, a ignorância e o medo jogam a favor deles.

Se nós, comunistas, esquerda, democratas não travarmos o passo a estes 500, enquanto são só 500, não lhes roubarmos o terreno arado com descontentamento, daqui a um ano vão ser bastante mais, quase tantos como os que já gritam cobras e lagartos no facebook, e são todos iguais no tweeter, e fora os pretos no whatshap.

E esta primeira tentativa já lhes encheu as comunidades virtuais com umas centenas de milhar de ouvintes a quem fazer a cabeça e engordar com fake-news. É esperar até às europeias.

Nós, comunistas, esquerda, democratas temos de apostar no proselitismo que nos fez crescer de 1800 a 1900, na esperança e solidariedade que nos fizeram crescer de 1900 a 1950, na discussão sã, aberta, esclarecida que potencia a nossa prática honesta, de classe, sempre sempre com O Trabalho, sempre sempre contra a exploração e o roubo do capital.

2018/12/21

Noticias do Mundo 2018/12/21

Na semana em que os media corporativos descobriram a luta dos húngaros contras as 400 horas suplementares, os estivadores chilenos se radicalizam na sua luta, depois de violentamente reprimidos pela policia, e os coletes amarelos franceses não aceitam a esmola macronista a pagar com os seus próprios impostos, o destaque poderia ser para O Trabalho, poderia não fora o anúncio de retirada da Síria pela administração trumpista, só por isso e pela possibilidades abertas por uma possível paz na Síria vamos começar por aí.

SÍRIA
Capacetes Brancos: «traficantes de órgãos, terroristas, saqueadores»: A Fundação para o Estudo da Democracia apresentou esta quinta-feira, na ONU, os resultados de uma investigação sobre a acção dos Capacetes Brancos na Síria, vincando a ligação do grupo ao terrorismo.

Casa Branca anuncia retirada de militares norte-americanos da Síria: A Casa Branca confirmou, esta quarta-feira, que as tropas dos EUA vão sair da Síria, mas negou que isso signifique o fim da «coligação internacional» ou da sua campanha contra o Daesh.

Pelo menos 17 mortos em ataque da coligação liderada pelos EUA na Síria: Um ataque da «coligação internacional» provocou pelo menos 17 mortos nas imediações de Hajin (Deir ez-Zor). Entretanto, milhares de refugiados e deslocados regressam a Daraya libertada (Damasco Rural).

Miséria do Capitalismo - As Dóllar Stores

Por muito que pareça, a proliferação das lojas de 1 dólar nos eua não é fake-news, é uma realidade apresentada pela Bloomberg como oportunidade de negócio. Enquanto muitas das antigas cadeias fecham superfícies para reduzir custos, só as duas principais empresas de «tudo a um dólar», a Dollar General e a Dollar Tree, têm planos para inaugurar mais 20 mil lojas. «As chamadas «dollar stores» que não oferecem fruta, nem vegetais nem comida fresca, vendem hoje mais alimentos do que algumas das principais cadeias de distribuição de alimentos como a Whole Foods». Quem são os clientes? Trabalhadores de baixos salários? Errado! Sem abrigo e desempregados, uma nova sub-classe em franco crescimento nos EUA.

Sub-classe americana permanente
(António Santos, Avante!, 2018/12/19)

Dizer, dos EUA, que há hipermercados mais caros e outros mais baratos é um eufemismo. O que existe é um apartheid, em que a grande distribuição está rigidamente segregada por classe social. É tão improvável encontrar um capitalista a encher o carrinho no Walmart, conhecido pela comida processada, barata e de baixa qualidade, como é inverosímil ver um trabalhador do Walmart a fazer as suas compras no Whole Foods ou no Fresh Market, onde todos os produtos têm etiqueta «orgânico», «biológico», «verde», «vegano», «local» ou «artesanal». As diferenças de preços são tão grandes, e a oferta tão segmentada, que há poucos barómetros sociais tão afinados como a competição entre as cadeias de distribuição. É por isso com iguais medidas de interesse e preocupação que nos devemos debruçar sobre a fabulosa proliferação das lojas de «tudo a um dólar» nos EUA.

Solidariedade dos Privados com os Enfermeiros do Público?

Estranheza
(Anabela Fino, Avante!, 2018/12/20)

Solidariedade: (...) responsabilidade recíproca entre elementos de um grupo social, profissional, institucional ou de uma comunidade; adesão ou apoio a uma causa, a um movimento ou a um princípio... (in Dicionário infopédia da Língua Portuguesa).

Nada mais claro: ser solidário é/pode ser um sentimento e/ou uma nobre atitude. Mas não é preciso cogitar muito para perceber que não há nobreza – no sentido filosófico do termo, ou seja, relacionado com valores morais humanos como a generosidade, a lealdade, a honestidade – na solidariedade com causas que atentam contra o bem comum. Tal como não há nobreza nenhuma no recurso a mecanismos obscuros para atingir inconfessáveis fins.

Vem isto a propósito do crowdfunding que financia a greve dos enfermeiros aos blocos operatórios, que recolheu 370 mil euros até 22 de Novembro e se propõe angariar, para nova greve, 400 mil euros até 14 de Janeiro. Catarina Barbosa, uma dos cinco enfermeiros que integram o Movimento Greve Cirúrgica, disse ao DN que preferem chamar-lhe «ajuda solidária», mas é no mínimo curioso que o sistema, anunciado por Santana Lopes aquando da formação do seu partido Aliança, tenha sido implementado por duas organizações recém-formadas, ao que consta por fracções do PSD, e aplaudido pela bastonária da Ordem dos Enfermeiros, também do PSD.

Diz Catarina Barbosa que o processo é «transparente», que a maioria dos donativos é de «enfermeiros», que todas as contribuições ficam registadas «através do NIB». Será modalidade nova, esta, a de o NIB revelar a profissão?

Por justas que sejam as reivindicações dos enfermeiros, causa estranheza a facilidade em angariar fundos para uma greve que atinge o SNS quando o SNS está sob o fogo cerrado dos que querem acabar com ele. Ou não?

2018/12/20

CNN Despede Comentador Como Forma de Censura Pró-Sionista

CNN Faz Censura para Proteger Violência Sionista
(Martha Ladesic, O Lado Oculto, 2018/12/14)

A CNN despediu um prestigiado comentador e colaborador Professor Marc Lamont Hill por defender a existência de um Estado único e secular na Palestina, com direitos iguais para todos os grupos étnicos e crenças. O Professor Marc Lamont Hill defendera horas antes essa opção partindo do princípio de que a solução de dois Estados foi inviabilizada pela colonização israelita nos territórios palestinianos ocupados.

Muito seguida e considerada como exemplo de referência da qualidade informativa e da liberdade de expressão, a CNN despediu o académico depois de este ter feito uma intervenção perante a Comissão da ONU pelos Direitos Inalienáveis do Povo Palestiniano na qual qualificou como “falida” a “solução de dois Estados para o conflito israelo-palestiniano”.

Trabalho Com Direitos no Século XXI

O trabalho do futuro não pode estar no seu passado
(Hugo Dionísio, AbrilAbril, 2018/12/20)

O trabalho da «era digital» que nos querem impor pode parecer sofisticado mas utiliza um modelo ultrapassado, sem direitos laborais e com trabalhadores solitários e desprotegidos.

Olhar para o futuro sem perceber o passado é perder a vantagem que a perspectiva histórica nos permite e de tudo o que vem com ela. Quando olhamos para o passado do direito do trabalho, rapidamente percebemos que este se trata de um ramo de direito que, ao contrário de outros, a origem radica na prática de luta organizada dos trabalhadores, ou seja, dos próprios sujeitos do direito.

Foi a luta organizada, em tempos de enorme repressão sobre qualquer forma de acção colectiva, que nos trouxe o direito do trabalho. Primeiro através da imposição directa às entidades patronais do reconhecimento de um conjunto de direitos – salário, tempo de trabalho, condições de segurança e salubridade – e, mais tarde, com a transposição desta luta de base para um plano político mais vasto, que foi conquistando espaço para que o direito do trabalho se autonomizasse e institucionalizasse.

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2018/12/19

É Preciso um Partido Forte à Frente do Proletariado

As nossas forças!
(João Frazão, Avante!, 2018/12/13)

Três ou quatro exemplos recentes revelam o quão decisivas são as forças próprias, a organização dos trabalhadores, no movimento sindical e no Partido, independente dos interesses do capital, com capacidade de realização e intervenção.

No dia 8 de Novembro, a Confederação Nacional da Agricultura trouxe centenas de agricultores à Assembleia da República, reclamando outra política que defenda a agricultura familiar e a produção nacional. A dia 15 de Novembro, a CGTP-IN promoveu uma grandiosa manifestação, que revelou uma grande determinação e combatividade dos trabalhadores, fazendo convergir na Avenida da Liberdade os protestos, as denúncias, as reivindicações de centenas de empresas concretas e de todos os sectores de actividade.

Sobre a luta em desenvolvimento pelos direitos dos trabalhadores

Sobre a luta em desenvolvimento pelos direitos dos trabalhadores
(Francisco Lopes*, PCP, 2018/12/15)

A utilização parcial por parte do «Expresso» do conjunto da avaliação do PCP às lutas em curso, às suas razões, objectivos, dinâmicas e formas de luta suscita que com vantagem o seu conteúdo seja integralmente conhecido.

A luta dos trabalhadores foi factor decisivo dos avanços na defesa, reposição e conquista de direitos alcançados nos últimos anos, após a brutal ofensiva de agravamento da exploração da política dos PEC e do Pacto de Agressão da troika.

2018/12/17

Miséria do Capitalismo Europeu

Barril de pólvora?
(Filipe Diniz, Avante!, 2018/12/13)

Na UE28 118 milhões de pessoas (23,5% da população) estavam em risco de pobreza em 2015. Este risco atinge empregados (12,3% em 2017) e desempregados (32,7%). A precarização crescente das relações de trabalho leva a que o risco de pobreza de trabalhadores entre os 18 e os 24 anos seja de 12,5%, enquanto para os trabalhadores entre 55 e 64 anos é de 8,8%. O risco de pobreza dos trabalhadores a tempo inteiro é de 8%, dos trabalhadores a tempo parcial de 15,8%. A desigualdade entre o quintil mais baixo e o mais alto é de 4,1 na UE. Em Portugal é de 5,4.

2018/12/15

Com redes se pescam votos

A extrema-direita já está a lançar, nas redes sociais nacionalistas, o isco com que pescou os votos trumpistas por esse mundo fora. Foi assim nos EUA, em Itália, no Brasil, e agora, mais recentemente, na espanhola Andaluzia. Sempre com bons resultados.

Primeiro lança o isco, sob a forma de eventos e polémicas que atraiam potenciais incautos para a zona onde serão lançadas as redes. Já por aí anda uma convocatória para um protesto amarelo que, mesmo trazendo pouca gente para a rua, vai certamente atrair muito mais para os grupos, páginas e comunidades que se multiplicam por essas redes social-nacionalistas. É isso que eles querem.

Lançado o isco é pescar, com as redes sociais, potenciais seguidores que possam, mais tarde, antes e durante as campanhas eleitorais, ser alvo de lavagens ao cérebro com maior ou menor grau de toxicidade.

Para perceber ao que vêm os coletes nacionalistas, vejam-se algumas das propagadas reivindicações. Cabe lá tudo e o seu contrário, da Lua a Vénus, do populista ao muito mau:
- Aumento de 80% do salário mínimo. Digo eu: venha ele! Mas a sério? 480 euros de aumento? Até eu gostava.
- Diminuição da taxação dos estrangeiros ricos. E aqui as coisas começam a entortar. Porquê "dos ricos"?
- Aumento do IVA da cultura. De facto! Cultura para quê? Faz falta a alguém? Mata a fome? Quem quiser teatro que o pague. Certo? Errado! Uma cultura cara é uma cultura dos e para os ricos. Já está tudo entornado.
- Quatro deputados por distrito. Os 32 000 habitantes de Évora elegeriam 4 deputados e o milhão de eleitores de Lisboa os mesmos 4. A sério? 8000 votos com o mesmo peso de 250 000? Ou é só para capitalizar nos amigos do botas que se deram tão bem durante os 48 anos de partido único? Partidos para quê? Afinal "os políticos" não "são todos iguais"? Basta um gauleiter para governar isto tudo. Ou não?

Resumindo, até eles sabem que dia 21 vão pôr meia dúzia de tristes na rua. O que eles querem são as redes, os contactos, os likes, a adesão aos grupos, às comunidades, às páginas. O que a extrema direita quer é pescar seguidores para mais tarde lhes fazer a cabeça.

E nós? Vamos deixar ou vamos começar já a denunciá-los? A cercá-los? A expô-los? A denunciar os discursos de ódio? Xenofobia? Anti-cultura? Do ódio aos "políticos que são todos iguais"? Até eles virem com o bolo-ventura deles!

2018/12/14

Noticias do Mundo 2018/12/14

Na semana em que, a julgar pelas notícias dos media corporativos, não tiveram lugar as eleições municipais na Venezuela que o chavismo venceu de forma arrasadora, foi ainda declarado um cessar fogo no porto iémenita que abastece 80% da população do país invadido pela Arábia Saudita e ficámos a saber que a UE aprovou 16 leis sobre a militarização encapotadamente em curso. De tudo um pouco numa panorâmica dada por alguns media alternativos nacionais.

VENEZUELA
O «chavismo» arrasa nas eleições municipais venezuelanas: Com 92,3% dos resultados conhecidos, os partidos que defendem a Revolução Bolivariana obtêm uma vitória arrasadora nas eleições municipais venezuelanas, que se celebraram este domingo.

A Venezuela que eu vi: Nos dias anteriores à minha chegada, dizia-se que a maioria dos semáforos em Caracas estavam avariados. Passaram-se dias até encontrar um que não funcionasse. (Bruno Carvalho)

Sistema eleitoral venezuelano é elogiado por observadores internacionais: Os especialistas eleitorais internacionais sublinharam a «tranquilidade e normalidade» do «clima social e político», numas eleições marcadas pela «transparência» e pelo «elevado nível de organização».

Venezuela perdeu mil milhões de dólares devido a sanções: As sanções impostas à Venezuela pelos EUA e seus aliados provocaram ao país sul-americano perdas no valor de mil milhões de dólares no último ano e meio, segundo informou Delcy Rodríguez.

A Venezuela denuncia um novo plano golpista orquestrado pelos EUA: Nicolás Maduro informou que os EUA e a Colômbia têm em curso um plano intervencionista contra a Venezuela, que envolve «treino de mercenários» e tentativas de suborno a elementos das Forças Armadas.

No Lutar É Que Está o Ganho 2018/12/14

Na semana em que a greve dos enfermeiros ocupou as aberturas dos telejornais, aos quinze e vinte minutos de cada vez, muitas outras lutas, de muitos outros trabalhadores, andaram nas ruas, a pagar adiantado, em dias de trabalho, melhores e mais justos futuros.

Infelizmente não têm nenhuma cavaca à frente da ordem para lhes dar visibilidade. São greves contra entidades patronais, por direitos e salários, não matam ninguém nem prejudicam doentes, não destroem o SNS nem dão lucros aos hospitais privados, também não têm direito às aberturas dos telejornais, nem 15, nem cinco, nem um minuto, mas lutam, apesar de tudo, lutam, e com bons resultados. Memorável é a vitória dos estivadores do porto de Setúbal que conseguiram a contratação imediata de 56 camaradas, a contratação a curto prazo de outros 10 e garantias de trabalho diário para os restantes 36. Tanto mais memorável quanto esta plena vitória é por eles encarada como meia vitória, porque ainda falta integrar 36 camaradas. #NoLutarÉQueEstáOGanho

ESTIVADORES
Estivadores chegam a acordo com operadores portuários: Reunidos em plenário de urgência esta manhã, os estivadores aprovaram um acordo que prevê a integração de 56 trabalhadores como efectivos no Porto de Setúbal.

União Europeia prepara-se para a guerra

União Europeia prepara-se para a guerra
(José Goulão, AbrilAbril, 2018/12/13)

Os ministros da Defesa da União Europeia, incluindo Portugal, aprovaram 16 projectos federalistas militares. Quase metade serão dirigidos por países que têm governos fascistas e aparentados.

O assunto passou despercebido, o que não aconteceu por acaso atendendo ao que está em causa. No passado dia 19 de Novembro, os ministros da Defesa da esmagadora maioria dos países da União Europeia, incluindo Portugal, aprovaram 16 projectos federalistas militares que integram a criação de uma escola de espionagem, a vigilância reforçada desde a atmosfera ao fundo dos mares, o apuramento dos mecanismos de navegação e reacção rápida, a guerras cibernética, química, biológica, bacteriológica e nuclear. Em Bruxelas considera-se que estamos na antecâmara do exército europeu. Uma curiosidade: quase metade dos projectos de integração militar serão dirigidos por países que têm governos fascistas e aparentados.

2018/12/13

Da Série "Sobre o Silenciamento Sistemático" (I)

Independentemente de este imperdível escrito do Manifesto74 descrever objectivamente a incontornável realidade do silenciamento ideológico, noto duas ausências, a do Honório Novo, creio que na RTP 3 em debate com não me lembro quem, e a do João Ferreira na SIC noticias. Também não vejo rasto da Clara Loireira de Bilderberg em Castalves, do coelhone, do douto pml, ou do filósofo da marmeleira, só para mencionar os principais, ou ainda da acéfala manada de extremistas com tribuna no porta voz da extrema direita caceteira.

Silêncio
(Ricardo M. Santos, Manifesto74, 2018/11/30)

Calados, caladinhos, cabeça baixa, orelhas que tapem os ouvidos, que vão falar os comunistas. Os velhos e cansados, os que desde 1921 que vão acabar, os retrógrados e contra o progresso, mais o liberalismo que é o futuro, mais o feminismo urbano-burguês. Mudos, calados obedientes, que o pensamento é só um, só pode ser um, que é a natureza humana. Calem-se as ideologias estafadas da igualdade de oportunidades do trabalho com direitos e do direito ao trabalho. São millenials, querem T0 com 2 metros quadrados, querem Uber e Glovo, que se foda quem paga as motas e os carros. Isto salva-se com o Banco Alimentar, desde que não haja bifes, porque temos de deixar que nos roam os ossos. Não há uma app que mastigue por mim? É a vida, só há um caminho, é a natureza humana, que é fodida, porque o ser humano é egoísta quando nasce. Claro que há igualdade desde que não abane o défice, que o défice cai bem em qualquer mesa, não pode é haver muita chatice, diz que é pessoal lá em Bruxelas que diz que somos uns calões; calados e mudos. O quarto poder e tal, que anda um bocado mau, o senhor Presidente da República até falou sobre isso.

2018/12/12

As Ministras, O Trabalho e As Declarações das Ministras Sobre o Trabalho

Eu sou muito distraído. Felizmente cá em casa há uma mulher muito mais atenta do que eu para me chamar à atenção para certas invariantes. Todas no mesmo dia, todas a puxar ao patronato, todas chateadas com os chatos dos senhores trabalhadores. Isto já foi há uns dias, aqui "ao atrasado".

Vejamos.

Vai a Srª Ministra da Justiça e ai que chatice, pobres reclusos, que dezembro é um mês muito inconveniente para os senhores guardas prisionais fazerem greve. Vai-se a ver e os senhores guardas prisionais foram notificados pelos senhores funcionários da Srª Ministra da Justiça, no dia 22 de Novembro, de que o acordo a que tinham chegado, após um ano de negociações, deixava de ter o acordo e passava a ter o desacordo do governo. Digo eu: Ó Srª Ministra, o final de novembro é um final de mês muito inconveniente para voltar atrás com a palavra.

Vai a Srª Ministra do Mar e ai que chatice, pobre porto de Setúbal, logo agora que estão quase, quase, quase a chegar a acordo, aquilo vai tornar-se insustentável com a debandada de 70% dos navios. Tudo por causa da inconveniência das greves dos senhores estivadores. Vai-se a ver e os senhores estivadores já concordaram com os 56 contratos, só falta os patrões concordarem com o contrato coletivo, como manda a lei, para pôr fim à maldita precariedade. Digo eu. Se a Srª Ministra do Mar pressionar os patrões para cumprirem a lei, em vez de pressionar os senhores estivadores para aceitarem migalhas nas vésperas de natal, salva-se o porto de Setúbal, diminui-se a precariedade, aumenta-se o pib e a produtividade e as exportações, ganhamos nós, ganha o país, ganha a Srª Ministra, ganham os senhores estivadores, até os patrões ganham em manter o porto a funcionar, só exploram um bocadinho menos.

Vai a Srª Secretária de Estado do Ministério da Educação e ai que chatos que já lhes demos dois anos e meio, e eles, teimosos como'um cão, não desatam daquela lenga lenga dos nove anos sete meses e dois dias. Vai-se a ver e já no OE de 2018 estava garantida a tal lenga lenga dos nove anos, sete meses e dois dias, e os senhores professores juram a pés juntos estarem totalmente abertos para negociar a forma e o prazo de contagem do tempo de serviço de facto servido. Digo eu: Ó Srª Secretária de Estado, diga lá ao Sr. Ministro, para explicar ao ronaldo do eurogrupo que basta negociar uns prazos de pagamento da dívida. Os senhores professores, ao contrário dos senhores do FMI e dos senhores do eurogrupo e dos senhores do Banco Mundial, até aceitam negociar prazos para o governo cumprir a lei.

Três pontapés no trabalho, em menos de 24 horas. É canelada a mais na geringonça.

Da Série "O Silenciamento Sistemático" (II)

Sabiam que o PCP fez umas propostas de alterações ao acordo que fechou a primeira fase de negociações do brexit? Não? Pois.

Sabiam que eram propostas para melhor defender os interesses dos emigrados portugueses na pérfida albion? Não? Pois.

Faz parte da estratégia de silenciamento e ocultação tão querida do Capital e que nós continuamos a não conseguir ultrapassar.

Só para chatear fica já aqui uma bitcópia para quem não queira ir lá ler o original.

Resolução sobre o ponto de situação das negociações com o Reino Unido
(2017/12/23, João Ferreira, in Parlamento Europeu)

Discordamos de aspectos contidos na resolução. Face a insuficiências no seu conteúdo, relativamente à garantia e protecção dos direitos dos emigrantes residentes no Reino Unido e à salvaguarda dos interesses de Portugal, apresentámos duas propostas de alteração.

A primeira, visando salvaguardar os direitos dos emigrantes: direitos laborais e outros direitos sociais, como o de residência, o de igualdade de tratamento, o acesso aos serviços públicos, à portabilidade das prestações de segurança social, ao reagrupamento familiar ou ao reconhecimento mútuo de diplomas académicos e qualificações profissionais. Estes direitos não foram explicitamente mencionados na resolução. Importaria que o fossem.

A segunda, afirma a exigência de que um eventual futuro acordo UE-Reino Unido tenha em linha de conta as especificidades e os interesses dos diferentes Estados-Membros, afirmando ainda o direito de cada Estado-Membro de desenvolver relações com o Reino Unido em diversas áreas, de acordo com os seus interesses – relações baseadas nos princípios do interesse mútuo, da amizade entre povos e na cooperação entre Estados soberanos.

Lamentamos que estas emendas tenham sido chumbadas, para o que contribuíram os votos dos deputados do PS, PSD e CDS.
Continuaremos a lutar pelo respeito pela decisão soberana do povo britânico e pela defesa e salvaguarda dos interesses da comunidade portuguesa no Reino Unido e de Portugal.


2018/12/11

A Venezuela Segundo um Jornalista Independente

Quando não podemos ver com os próprios olhos resta-nos acreditar. Ou não? De facto, entre o ver, o mexer e o simples credo, há toda uma paleta de possíveis factos para lhe dar consistência. A credibilidade das fontes ajuda, a sua independência ajuda mais, a confrontação com factos verificáveis pode ser decisiva, o conhecimento acumulado sobre operações de desinformação é fundamental. Sobre os reais culpados da situação raramente se houve falar, sobre a real realidade raramente se encontram fontes que antes não tenham mentido com a boca toda. Só por isso vale sempre a pensa ler quem escreve em contra-corrente da ideologia dominante. @Refer&cia

A Venezuela que eu vi
(Bruno Carvalho, AbrilAbril, 2018/12/08)

Nos dias anteriores à minha chegada, dizia-se que a maioria dos semáforos em Caracas estavam avariados. Passaram-se dias até encontrar um que não funcionasse.

Regressar a Caracas é como regressar a casa. Quando se abre a porta automática das chegadas no Aeroporto Simón Bolívar, a atmosfera pesada de humidade e calor é a garantia de que chegámos às Caraíbas. Lá fora, Marciano Briceño, ex-responsável internacional da Juventude Comunista da Venezuela, e Carlos Casanueva, antigo combatente da Frente Patriótica Manuel Rodriguez, braço armado do Partido Comunista do Chile durante a ditadura de Augusto Pinochet, dão-me boleia até ao Hotel Limón, em Parque Central. Fazemos a viagem dentro de um Saipa, um carro iraniano baptizado de Turpial e que durante anos, graças ao governo de Hugo Chávez, pôde ser adquirido a preços vantajosos pelos venezuelanos. Nas curvas, o automóvel geme e Marciano diz-me que se trata de uma peça difícil de encontrar e que por isso é muito cara.

2018/12/10

Eleições na Venezuela: Alguém Soube?

Ainda ontem aqui se escreveu sobre o silenciamento das eleições municipais na Venezuela. No jornaleirismo corporativo, até ontem, nada. Nem uma linha, Ontem foram as eleições, nada. Hoje conheceram-se os resultados, nada. Só o AbrilAbril faz jus ao jornalismo com um artigo de corpo inteiro onde reporta uma arrasadora vitória do "chavismo". A realidade é mais forte do que a ficção fabricada pelas agências de propaganda. @Refer&ncia

O «chavismo» arrasa nas eleições municipais venezuelanas
(AbrilAbril, 2018/12/10)

Com 92,3% dos resultados conhecidos, os partidos que defendem a Revolução Bolivariana obtêm uma vitória arrasadora nas eleições municipais venezuelanas, que se celebraram este domingo.

Os resultados destas eleições municipais, ainda que provisórios, evidenciam que o «chavismo» continua a ser apoiado pelo povo

De acordo com os primeiros dados oficiais avançados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), os partidos do Grande Pólo Patriótico, que defendem o chavismo, obtêm mais de 90% das câmaras municipais da Venezuela.

A impunidade da potência invasora

Hebron: O Sionismo Anti-Semita em Carne Viva
(Mersiha Gadzo, Al Jazeera News/O Lado Oculto, 2018/12/07)

A casa da família palestiniana Ewaiwe no distrito H2 de Hebron, na Cisjordânia ocupada, foi cuidadosamente fortificada para protegê-la dos colonos israelitas do colonato Avraham Avinu, na porta ao lado da sua. Lixo arremessado pelos colonos pende da rede de arame farpado que protege o pátio descoberto situado no centro da casa, uma obra feita há quatro anos pela Comissão de Reabilitação de Hebron.

Antes disso, os vizinhos colonos da família palestiniana despejavam enormes recipientes com água do telhado do seu prédio de três andares para a escadaria a céu aberto da residência dos Ewaiwe, o que teria morto ou ferido gravemente alguém que ali se encontrasse na ocasião. Outras vezes arremessavam grandes pedras lá do alto; chegaram mesmo a estilhaçar em pedaços o depósito de água.

Xenofobia anti-semita praticada pela potência ocupante

Governo de israel é xenófobo e anti-semita
(José Goulão, AbrilAbril, 2018/12/09)

Os governos da União Europeia acabam de tomar uma medida há muito pretendida por Israel, que é, no fundo, dificultar ou mesmo criminalizar, se necessário, as críticas contra o comportamento do regime sionista.

A partir de agora, na União Europeia, o título deste artigo pode ser considerado um crime ou, pelo menos, deve alertar «as autoridades policiais nos seus esforços para identificar e investigar ataques anti-semitas de maneira mais eficiente e eficaz». Quem o diz são os ministros da Administração Interna dos Estados membros, que assim pretendem calar as críticas a Israel, apagando de uma penada, com as suas assinaturas, as chacinas em Gaza, a ocupação ilegal dos territórios palestinianos e de parte da Síria, a colonização da Cisjordânia e de Jerusalém Leste, violando as leis internacionais, a tortura, as execuções extra-judiciais e o racismo que são práticas comuns do regime sionista.

Privado é Pior que Público

Bastaria o facto de enriquecerem uns quantos, em lugar de contribuírem para o bem estar de todos, para fazer das empresas privadas algo de pior do que as públicas.

Mas além disso, são inúmeros os exemplos de empresas recentemente privatizadas que comprovadamente oferecem serviços piores e mais caros do que quando eram públicas.

Os CTT são apenas uma delas. Distribuíram pelo accionistas os lucros que não tiveram, endividaram-se, para pagar esses lucros que não tiveram, despediram trabalhadores, encerraram postos de atendimento, aumentaram prazos de entrega do correio e aumentaram os preços.

Hoje encerraram o posto de Vila da Luz no Algarve.

É preciso apoiar quem apoia o sector público.


2018/12/09

Noticias das Lutas em Portugal 2018/12/09

O Trabalho desapareceu dos noticiários. Nos jornais, há 20 anos, ainda havia uma secção de Trabalho, havia um corpo de jornalistas que cobriam as greves, as lutas, as negociações. Tudo isso era notícia.

Hoje, os "critérios editoriais" são outros. As administrações, dos jornais, legítimas representantes dos accionistas, dos jornais, decidiram que o Trabalho não existe.

Há por aí umas "famílias", essas famílias usufruem de uns rendimentos que aumentam (pouco) ou diminuem (muito) ao sabor das crises financeiras, mas trabalho, trabalhadores ... nada, não há, não interessa, não existe. De onde vêm esses rendimentos das famílias? Do Trabalho não é concerteza, isso já não existe.

E no entanto ele move-se, o trabalho. Concentrações, greves e manifestações dão expressão às exigências e ao protesto dos trabalhadores na Rodoviária do Tejo, na Fico Cables, na Geberit ou na Petrogal. Em força, saíram à rua os bombeiros profissionais e os trabalhadores das IPSS.

Noticias das Lutas do Mundo 2018/12/09

A luta dos coletes amarelo em França continua a abrir telejornais, mas, por esse mundo fora, muitos outros movimentos se opõe à ideologia dominante. Na Hungria, a direita no poder enfrenta contestação à "lei do trabalho escravo", na Palestina um povo orgulhoso do seu passado e da sua cultura luta corajosamente contra o invasor por um pedaço de terra a que possa chamar seu, nas Honduras, assassinos foram finalmente condenados pelo assassínio de uma activista e, no México, Lopes Obrador promete governar para o povo. Vamos ver.

FRANÇA
Protestos em várias cidades francesas, Paris em brasa: Violentos confrontos no centro da capital francesa marcaram o terceiro protesto dos «coletes amarelos». A oposição acusa o governo Macron de facilitar as acções de grupos extremistas, em seu proveito.

Governo francês recua na subida dos preços: O governo francês recuou face às manifestações populares nas últimas semanas, de protesto contra a subida dos combustíveis, e anunciou uma moratória de seis meses na alta dos preços.

Os coletes: No sábado, em França, fez-se uma manifestação mobilizada nas redes sociais e conhecida pelos «protestos do colete amarelo», devido aos manifestantes envergarem os coletes em uso nos automóveis. Esta manifestação nacional foi o corolário dum protesto contra o aumento do preço dos combustíveis, onde os «coletes amarelos» entupiram a França com sucessivos cortes de estrada, decorrendo a semiparalisação do país e a escassez dos produtos nas grandes superfícies.

E Agora, os Aunos dos Liceus: Cena da vida já habitual em França, nestes tempos tormentosos. Quinta-feira 6 de Dezembro, fim da manhã, diante das cercas de um estabelecimento de ensino secundário num comuna muito pacote dos arredores de Paris. Uma centena de alunos de 15, 16 ou 17 anos começa a sair tranquilamente do seu liceu para ir almoçar, discutindo, a brincar, satisfeitos pelo término do período matutino. Curiosamente, em frente aos edifícios escolares, um grupo de polícias bloqueia o acesso à rua que estes jovens costumam seguir para voltarem para casa.

Brexits e Misérias do Capitalismo

A «saída do povo»
(João Ferreira, Avante!, 2019/12/07)

Segundo o Gabinete Nacional de Estatística do Reino Unido, no último Inverno, entre Dezembro de 2017 e Março de 2018, estima-se que tenham ocorrido na Inglaterra e no País de Gales mais 51.100 mortes do que no período homólogo do ano anterior (2016-17), o número mais elevado em 41 anos. Estas mortes estão relacionadas com o frio e com deficientes condições de aquecimento das casas, incluindo casos de doenças respiratórias consideradas evitáveis. A maioria das vítimas são mulheres, embora o número de óbitos de homens com menos de 65 anos tenha duplicado. A edição do último fim-de-semana do «Morning Star» chama-lhe uma «tragédia humana», um «escândalo nacional», cuja explicação não é separável do aumento da conta de energia das famílias, nem dos lucros amealhados pelas seis grandes companhias de energia que dividem o mercado entre si.

Provocações e Provocadores Infiltrados nas Lutas

Gato Escondido
(Filipe Diniz, Avante!, 2018/12/09)

Francesco Cossiga, um homem de direita, foi ministro do Interior, primeiro-ministro e Presidente da República Italiana. Foi uma figura central na reestruturação da polícia, da protecção civil e dos serviços secretos italianos nos anos 70 do século passado. Estava em funções quando do assassínio de Aldo Moro e do atentado terrorista em Bolonha. Esteve associado à criação do «Gládio», braço terrorista da NATO.

Venezuela: as eleições que não vão ter lugar

É sabido, conhecido e reconhecido. Se não passou na TV não aconteceu. Isto é, até pode ter acontecido, até pode ser um facto, mas se for silenciado, é como se não tivesse ocorrido.

O mesmo podemos dizer sobre futuros acontecimentos.

Se o Capital estiver interessado em levar a cabo uma primavera árabe, ou uma revolução de veludo, começaremos a ouvir falar nos sentimentos revolucionários, ou nos primaveris despertares dos "povos", meses antes de esses povos terem sequer adormecido, quanto mais acordado ao lado das frescas primas veras.

Vem esta conversa sobre aveludados silenciamentos e invernais primaveras a propósito das eleições "consejales" que vão ter lugar dentro de um mês, com a participação de 50 partidos, na sempre vilipendiada Venezuela.

Alguém ouviu falar? Alguém sabe que vão ter lugar? Alguém ouviu dizer que na Venezuela, pela 20ª vez em 25 anos, o povo vai ser chamado a votar?

Não?

Talvez porque o Capital não quer que o Trabalho saiba?

Talvez porque em 2019 todo o petróleo Venezuelano passará a ser vendido em Petros e nenhum vá ser vendido em dólaras.

Motivos mais do que suficientes para, aqui na Refer&ncia, se fazer propaganda das eleições na Venezuela, com 50 forças politicas e 18 600 candidatos.

Quem vai silenciar e quem vai falar destas eleições? Quem partilha e quem diz que gosta mas prefere ficar em casa a ver se dá na tv? De que lado da barricada vamos estar?

O Privado é Pior do que o Público

As empresas privatizadas vendem serviços piores e mais caros do que as mesmas empresas quando eram públicas.

As empresas privadas canalizam lucros astronómicos, roubados dos bolsos do contribuinte, para os bolsos dos seus accionistas. Os factos comprovam-no e os exemplos das mais recentes privatizações são escandalosamente paradigmáticos.

ANA, SIRESP e CTT são só três escandalosos exemplos de como os nossos impostos estão a encher os bolsos de accionistas mafiosos. @Refer&ncia

***

A falta que faz «um cheirinho de alecrim»
(Jorge Seabra, in AbrilAbril, 2018/10/24)

Voltamos pois a ficar descansados quanto aos destinos da nação que, se evitou o negro abismo para onde o governo PSD-CDS a estava a arrastar, ainda continua longe dos amanhãs que cantam.

Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim
«Tanto mar», Chico Buarque, 19751

Privado É Qu'é Bom (2)

CIMPOR – Um Crime
(Dieter Dellinger, 08/11/2018)

O jornalista especializado em economia da Antena 1 disse que a privatização total da Cimpor em 2012 feita sob a direcção da então secretária de Estado Maria Luís Albuquerque foi um crime contra a Nação e que a drª Albuquerque disse que era o melhor possível para o País.

Isto, a propósito da venda dos activos em Portugal ao fundo de pensões turco OYAK, sob controlo estatal, pelos brasileiros a quem a Maria Luís alienou esse bem pátrio para sempre. É pois um activo estratégico português vendido ao terceiro mundo e a empresas dependentes de estados estrangeiros geralmente não democráticos. Os turcos tal como os chineses nem deviam saber que existe um país de nome Portugal e nada sabem sobre o nosso sistema democrático. O tradutor jurídico da embaixada da China até traduziu os termos “pena suspensa” por morte por enforcamento.

2018/12/08

Estou tão feliz

A França, isto é uma revolução?
(Raquel Varela, 2018/12/07)

Vou contar-vos as coisas magnificas que aconteceram em França nestes dias.

Extraordinárias. Polícias que retiraram capacetes e cantaram com os manifestantes a Marselhesa; bombeiros que numa homenagem em frente à prefeitura viraram as costas aos políticos vestidos com cores da França e abandonaram a homenagem; manifestantes de extrema-direita expulsos das manifestações por coletes amarelos; portagens ocupadas pelos manifestantes que impedem que se cobre passagem; há sindicatos da polícia que aderiram já à manifestação de amanhã, e sindicatos ferroviários que decidiram não cobrar bilhete aos manifestante que se dirigem amanhã a Paris. Greves e assembleias gerais de estudantes. As centrais sindicais do status quo pedem recuo nos protestos, mas representam no total menos de 7% dos trabalhadores franceses. A França vive uma revolta – não sei se é uma revolução, mas não é um movimento social como outros. É, na minha opinião, a primeira batalha perdida pelo neoliberalismo, depois da sua grande vitória, marcada pela derrota dos mineiros nos anos 80 por Margaret Thatcher. Um novo processo histórico nasceu este mês na França. Tudo pode acontecer – a história acelera agora a uma velocidade que nos parece estonteante. Em 3 dias Macron recuou 2 vezes, não é certo que o seu mandato sobreviva. O movimento já está na Bélgica.

2018/12/07

O Mundo Está a Acordar?

Estará o Trabalho finalmente a acordar de meio século de consumo a crédito?

Compreenderá o Capital que já não pode espremer mais o Trabalho?

Estará o Trabalho preparado para a contra-ofensiva neo-fascista do Capital?

Ontem na Europa:

Espanha - Girona - Distúrbios quando jovens anarquistas em Girona são dispersados violentamente pela policia ao tentarem impedir um encontro da extrema direita franquista.

Grécia - Atenas - Distúrbios quando jovens anarquistas são agredidos pela policia de choque grega enquanto se manifestavam em memória do jovem estudante morto a tiro pela policia em 2008.

Grécia - Salónica - Distúrbios quando jovens anarquistas são agredidos pela policia de choque grega enquanto se manifestavam em memória do jovem estudante morto a tiro pela policia em 2008.

França - Paris - 3000 estudantes do ensino secundário protestam violentamente contra novas regras de acesso ao ensino superior.

França - Toulouse - O pátio de uma escola foi incendiado por alunos do ensino secundário em protesto contra novas regras de acesso ao ensino superior.

França - Ile de France - Greve dos Comboios (RER) começou a 7 de Dezembro.

França - Occitânia - Gréve dos comboio (SNCF) desde 3 Dezembro.

França - Nacional - Gréve dos advogados desde 22 de Novembro.

Portugal - Nacional - Enfermeiros em greve aos blocos operatórios

Portugal - Nacional - Juízes em greve

Portugal - Setúbal - Estivadores em greve pela contratação colectiva

Amanhã em França:

Coletes amarelos não desmobilizam e mantém concentrações para o fim de semana. Governo apela à "razoabilidade" do povo enquanto continua a governar para o capital.

2018/12/06

PS: Trabalho ou Capital?

Amanhã, pela quarta vez nesta legislatura, o partido dos trabalhadores vai levar à Assembleia da República, à casa da democracia, a reposição de dois pilares do direito, roubados ao Trabalho pelo centrão governativo PS-PSD-CDS:

1. O fim da caducidade da contratação colectiva.
2. O direito ao tratamento mais favorável.

O que é isto? Porque são estes dois pilares fundamentais para o Trabalho? Porque é que o Capital tudo fez, faz e fará para não permitir a reposição destes dois pilares do direito?

Se o contrato colectivo não caducar, o Trabalho pode negociar em pé de igualdade com o patronato, com o Capital, sabendo que, mesmo que as negociações se arrastem ou não tenham resultados, as conquistas de 200 anos de luta se mantém por força do contrato em vigor. Nunca será pior do que é hoje!

A caducidade de um contrato colectivo significa que, chegado ao fim do prazo do contrato em vigor, ou é negociado um novo, de raiz, ou o Trabalho fica sem contrato colectivo nenhum e cada trabalhador sujeito à chantagem do patrão. Perdem-se, assim, 200 anos de luta por direitos, de greves, manifestações, dias de trabalho, prisões, lutas no tribunais. 200 anos de evolução humana.

A caducidade da contratação colectiva permite ao patronato, ao Capital, inviabilizar unilateralmente a negociação de qualquer contrato colectivo: ou aceitam "isto" ou acaba-se o contrato colectivo.

O principio do tratamento mais favorável significa que o estabelecido na lei da república é um mínimo abaixo do qual nada será aplicado. Se num dado contrato forem estabelecidos patamares de direitos e valores inferiores aos da lei, serão aplicados os da lei, os mais favoráveis, se através de negociações forem contratualmente estabelecidos direitos e valores mais favoráveis, serão esses os aplicados, os mais favoráveis ao Trabalho.

É sabido que numa negociação entre o Trabalho e o capital, o primeiro é sempre a parte mais fraca, a parte que precisa de vender a sua força de trabalho para sobreviver. Ao serem-lhe roubados elementos tão básicos como estes, o capital fica com a faca e o queijo na mão. E até hoje o capital nunca abriu mão de nada, tudo o que o Trabalho conquistou foi com luta, negociação e perseverança.

O PCP vai tentar repor, novamente, pela quarta vez nesta legislatura, o direito ao tratamento mais favorável e a não caducidade da contratação colectiva.

Vejam como vai votar o PS e lembrem-se disso quando vos vierem pedir o voto.

A Escada da Direita para a Extrema-Direita

O novo dono da velha extrema direita franquista dá pelo nome de Santiago Abascal.

Quem é esse Abascal? De onde veio? Que escadas subiu para lá chegar?

Abascal tem 42 anos.

É político desde os 23 anos de idade.

Filiou-se no PP com 18 anos de idade.

Foi vereador de Llodio pelo PP entre 1999 e 2007.
Foi Procurador das Juntas Generales de Alava entre 2003 e 2004.
Teve assento no Parlamento Basco entre 2004 e 2009.
Entre 2010 e 2012 foi nomeado por Esperanza Aguirre director da Agência de Protecção de Dados da Comunidade de Madrid.

Em 2013 Esperanza Aguirre nomeou-o Director da Fundação para o Mecenato e Social tendo recebido 183000€ da Comunidade de Madrid dos quais 83000€ para seus vencimentos.
Tal escândalo foi denunciado pelo El País.

Funda a DANAES ( Associação para a defesa da Nação Espanhola).
Recebe do Governo do PP um piso de escritório e 33000€.
De novo o El País denuncia novo escândalo tendo a Comunidade encerrado esta Fundação.

Nesta data abandona o PP.
Meses depois funda o VOX novo partido da extrema direita espanhola.

Mais um franquista ultramontano que subiu a escadaria toda montada pela mui-democrática e nada franquista direita espanhola.

2018/12/05

Masterstroke - O Plano dos EUA para Destruir a Venezuela

O plano dos EUA para derrubar o governo eleito da Venezuela apareceu publicado na rede Voltaire em fevereiro deste ano e o José Goulão no AbrilAbril já a ele tinha feito referência. Agora, quando está em curso mais uma onda golpista vale a pena relê-lo para compreender que a estratégia golpista dos EUA no mundo evoluiu muito nos últimos vinte anos.

E que afinal a culpa do estado a que a Venezuela chegou é, mais uma vez, do eixo do mal liderado pelos EUA! (Clique nas imagens para ver uma versão mais legível)



Plano para derrubar a ditadura(1) venezuelana
"Masterstroke"

Comando dos Estados Unidos para o Sul
23 de Fevereiro de 2018

(Secreto/20180223)

Situação Actual
(Em tradução)


Chegou o momento de:

Passos a dar para acelerar o derrube definitivo do chavismo e a expulsão dos seus representantes



Minar o decadente(1) apoio popular ao Governo.

* Encorajar a insatisfação popular aumentando a escassez e o aumento do preço dos alimentos, medicamentos e outros ...


... bens essenciais para os habitantes. Aumentando a angústia e a dor da escassez dos principais bens de consumo essenciais.

Assegurar a actual deterioração irreversível do ditador(1)

* Desenvolvendo acções que encorajem o egocentrismo e a incontinência verba do actual ditador(1), levando-o a cometer erros que a nível doméstico gerem desconfiança e rejeição ao mesmo tempo que continuam a minimizar o significado da sua figura pública a nível internacional
* Sitiá-lo, ridicularizá-lo e colocá-lo com símbolo de estranheza e incompetência. Expo-lo como marioneta de Cuba. Exacerbar a divisão entre membros do grupo governante. Revelando as diferenças de condições de vida entre eles e os seus seguidores, e ao mesmo tempo incitá-lo a manter e aumentar essas divergências. Salientar os exemplos de Rafael Ramirez do PDVSA e de Nelson Merentes do BCV.
* Tornar insustentável a sua governação forçando-o a claudicar, negociar e fugir, tal como já fizeram outros colaboradores. ...

* Tomar medidas para deixar uma porta das traseiras ou de serviço, caso finalmente prefira procurar uma saída do país.

Aumentar a instabilidade interna para um nível crítico.

* Intensificar a descapitalização do país, a fuga de divisas e a deterioração da base monetária, forçando a aplicação de medidas inflacionárias que aumentem a deterioração e simultaneamente provoquem os cidadão com menos posses - que suportam os actuais poderes - e os mais favorecidos, por forma sentirem o seu status ameaçado ou afectado. Estabelecer que o uso da bitcoin, Petro, é um elemento chave na deterioração da economia, oq ue é uma manipulação inconstitucional e ilegal da divisa nacional, utilizável para lavagem de dinheiro.
* Obstruir completamente as importações e, ao mesmo tempo, desencorajar potenciais investidores estrangeiros a fim de contribuir para tornar mais crítica a situação da população - especialmente na esfera da gasolina, essencial para qualquer tentativa de recuperação da economia nacional.
* Apelar para aliados domésticos e para outras pessoas inseridas a partir do estrangeiro na cena nacional com o objectivo de gerar protestos, tumultos, roubos, assaltos e sequestros de navios, bem como outros meios de transporte,


com a intenção de desertar este país em crise pelas suas fronteiras e outras possíveis formas, violando a segurança nacional das nações vizinhas com que tenha fronteiras.
* Usar a corrupção generalizada e os lucros provenientes de operações com drogas proibidas para destruir a sua imagem no mundo e entre os seus seguidores internos.
* Promover a fadiga entre os membros do PSUV, incitar ao aborrecimento e inconformidade entre eles para recusarem as medidas e restrições que também os afectem, incitar o aparecimento de fracções politicas internas, dividindo-os nos seus chismos, tornando-o tão fraco como a oposição. Criando fricções entre o PSUV e o "Somos Venezuela".
* Estruturando um plano para uma profusa fuga do país dos mais qualificados profissionais, com o objectivo de  "o deixar sem profissionais absolutamente nenhuns", o que agravará ainda mais a situação interna e ao correr do fio culpar o Governo.

* Estabelecer uma temporização acelerada para evitar que o Ditador continue a ganhar o controlo do cenário interno. Se for necessário, agir antes das eleições planeadas para o próximo Abril.
* Conseguir o apoio da cooperação das autoridades aliadas dos países amigos (Brasil Argentina, Colômbia, Panamá e Guiana).
* Organizar o aprovisionamento, alívio de tropas, apoio médico e logístico do Panamá. Fazer bom uso da vigilância electrónica e espionagem. Os hospitais e suas instalações implantadas em Darien, os aeródromos equipados para o Plano Colombiano, bem como o pertencente à "Rio Hato", além do Centro Humanitário Regional das Nações Unidas, projectado para situações ou catástrofes e emergência humanitária, que tem um aeródromo e seus próprios armazéns.

A Crise da Venezuela Vista por Quem Lá Esteve

O Bloqueio que não passa na Televisão
(Bruno Amaral de Carvalho, Voz do Operário, 2018/12)

A Venezuela que se lê nos jornais não é a Venezuela que se encontra quando se aterra no Aeroporto Simón Bolívar, em Maiquetia. Este mês, cumprem-se 20 anos das eleições que elegeram Hugo Chávez presidente. O que leva a que sofra uma crise económica desta dimensão um país que conseguiu alcançar níveis elevados de acesso à educação, saúde, alimentação e cultura a toda a população? Só em duas décadas, foram entregues 2,4 milhões de apartamentos à população mais pobre. Nos bastidores daquilo que nos chega diariamente à televisão, há um povo que resiste ao cerco económico imposto pelos Estados Unidos e União Europeia.

Voto electrónico até no parlamento dá fraude

Se dúvidas havia, os deputados do PSD acabam de as tirar: o voto electrónico até no parlamento dá lugar a fraudes.

Com um grupo parlamentar extremamente reduzido os deputados do PSD têm de partilhar as palavras de passe para conseguirem fazer todo o trabalho a que são obrigados, é por isso natural que naquela bancada "marquem o ponto" uns aos outros. O que ainda não tínhamos visto era uns deputados a votar pelos outros. Nada de estranho se nos lembrarmos que nos tempos do botas até os mortos votavam ... por interposto legionário. Convinha lembrar este caso quando nos vierem vender o voto electrónico, pela minha parte, já estou a imaginar o cacique de serviço a arrebanhar cartões do cidadão para facilitar a vida aos fregueses emigrados na Suiça.

PSD: Feliciano Barreiras Duarte não estava no Parlamento, mas votou contra o Orçamento do Estado.
(Sapo 24, 2018/11/27)

O antigo secretário-geral do PSD esteve na sessão de votação na generalidade do Orçamento do Estado para 2019, mas ausentou-se antes da votação. Ainda assim votou, tendo o nome inscrito nos votos “contra” o orçamento apresentado pelo governo para 2019. Depois de José Silvano, José Matos Rosa e Duarte Marques, com falsas presenças no parlamento, Feliciano Barreiras Duarte protagoniza um caso de voto "fantasma". [...]

Neoliberalismo é Neofascismo

Neoliberalismo, o caminho negro para o fascismo
(Chris Hedges, in Resistir.info, 2018/11/27)

O neoliberalismo como teoria económica sempre foi um absurdo. Tinha tanta validade quanto as ideologias dominantes do passado, como o direito divino dos reis e a crença fascista no Übermensch . Nenhuma das suas alardeadas promessas era remotamente possível.

Ao concentrar a riqueza nas mãos de uma elite oligárquica global – oito famílias detêm hoje tanta riqueza quanto 50% da população mundial – enquanto procedia à demolição de controlos e regulamentações governamentais, gerou sempre maciças desigualdades de rendimento, poder dos monopólios, alimentou o extremismo político e destruiu a democracia. Não é necessário folhear as 577 páginas de Capital in the Twenty-First Century de Thomas Piketty para descobrir isso. Mas a racionalidade económica nunca foi o ponto. O ponto era a restauração do poder de classe.

Como ideologia dominante, o neoliberalismo foi um êxito brilhante. A partir dos anos 70 do século XX, os seus principais críticos keynesianos foram expulsos das universidades, instituições estatais e organizações financeiras, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial e excluídos dos media. Os cortesãos e intelectuais impostores, como Milton Friedman , foram preparados em locais como a Universidade de Chicago, foram-lhes dados lugares proeminentes e pródigos fundos de grandes empresas. Disseminaram os dogmas oficiais de teorias económicas desacreditadas, popularizadas antes por Friedrich Hayek e pela escritora de terceira categoria Ayn Rand .

Uma vez ajoelhado diante dos ditames do mercado, anulando regulamentações governamentais, reduzindo os impostos para os ricos, permitindo o fluxo de dinheiro através das fronteiras, destruindo sindicatos e assinando acordos comerciais que desviavam empregos para fábricas sem condições na China, o mundo seria mais feliz e livre, um lugar mais rico. Foi um golpe. Mas funcionou.

"É importante reconhecer as origens de classe deste projeto, que ocorreu na década de 1970, quando a classe capitalista estava em grandes dificuldades, os trabalhadores estavam bem organizados e começavam a avançar", disse David Harvey , autor de A Brief History of Neoliberalism , quando falámos em Nova York. "Como qualquer classe dominante, eles precisavam de ideias dominantes. Assim, a liberdade do mercado, as privatizações, o empreendedorismo do eu, a liberdade individual e tudo o mais deveriam ser as ideias dominantes de uma nova ordem social, e foi essa a ordem implementada nos anos 80 e anos 90".

"Como projeto político, foi muito habilidoso, disse ele. "Conseguiu muito consentimento popular porque falava sobre liberdade individual e liberdade de escolha. Quando eles falavam sobre liberdade, era a liberdade do mercado. O projeto neoliberal disse à geração de 68: "Tudo bem, você quer liberdade? É Isso que o movimento estudantil pretende nós vamos dar isso a vocês, mas vai ser a liberdade do mercado. A outra coisa que você procura é justiça social – esqueça. Então, vamos dar-lhes liberdade individual, mas esqueçam a justiça social. Não se organizem". O objetivo era desmantelar as instituições, as instituições coletivas da classe trabalhadora, particularmente os sindicatos e pouco a pouco os partidos políticos que representassem algum tipo de preocupação com o bem-estar das massas".

"A grande coisa sobre a liberdade do mercado é que parece ser igualitária, mas não há nada mais desigual do que o tratamento igual dos desiguais", continuou Harvey. "Promete igualdade de tratamento, mas se você for extremamente rico, isso significa que pode ficar ainda mais rico. Se você for muito pobre, é mais provável que fique ainda mais pobre. O que Marx mostrou brilhantemente no primeiro volume de O Capital é que a liberdade de mercado produz níveis cada vez maiores de desigualdade social ".

A disseminação da ideologia do neoliberalismo foi altamente organizada por uma classe capitalista unificada. As elites capitalistas financiaram organizações como a Business Roundtable, a Câmara de Comércio e grupos de reflexão como a The Heritage Foundation para vender a ideologia ao público. Inundaram universidades com doações, desde que as universidades retribuíssem com fidelidade à ideologia dominante. Usaram a sua influência e riqueza, bem como serem donos dos media, para transformar a imprensa no seu porta-voz. Silenciaram ou dificultaram o emprego a quaisquer heréticos. O aumento dos valores das ações, em vez da produção, tornou-se a nova medida da economia. Tudo e tudos foram financiarizados e tornados mercadorias.

"O valor é fixado por qualquer que seja o preço verificado no mercado", disse Harvey. "Assim, Hillary Clinton é muito valiosa porque fez uma palestra na Goldman Sachs por 250 mil dólares. Se eu der uma palestra para um pequeno grupo no centro da cidade e receber 50 dólares, então obviamente ela vale muito mais do que eu. A valorização de uma pessoa e do seu conteúdo é avaliada por quanto consegue obter no mercado".

"Esta é a filosofia por trás do neoliberalismo", continuou. "Temos de atribuir um preço às coisas. Mesmo que não sejam realmente coisas que devam ser tratadas como mercadorias. Por exemplo, a assistência médica torna-se uma mercadoria. Habitação para todos torna-se uma mercadoria. A educação torna-se uma mercadoria. Assim, os estudantes têm de pedir emprestado para obter a educação que lhes dará um emprego no futuro. Esse é o golpe da coisa. Basicamente, diz-se que se você é um empreendedor, se se qualificar, etc, receberá a justa recompensa. Se não recebe uma justa recompensa é porque não se qualificou suficientemente. Adquiriu o tipo errado de cursos. Fez cursos de filosofia ou de clássicos em vez de aprender técnicas de gestão de como explorar mão-de-obra.

O contra do neoliberalismo é agora amplamente compreendido em todo o espectro político. É cada vez mais difícil esconder a sua natureza predatória, incluindo suas exigências de enormes subsídios públicos (a Amazon, por exemplo, recentemente solicitou e recebeu incentivos fiscais multimilionários de Nova York e Virgínia para estabelecer centros de distribuição nesses estados). Isso forçou as elites dominantes a fazerem alianças com demagogos de direita que usam as táticas cruas do racismo, islamofobia, homofobia, fanatismo e misoginia para canalizar a raiva e a crescente frustração do público para longe das elites e canaliza-la para os mais vulneráveis.

Esses demagogos aceleram a pilhagem pelas elites globais e, ao mesmo tempo, prometem proteger os trabalhadores e as mulheres. A administração de Donald Trump, por exemplo, aboliu numerosas regulamentações , das emissões de gases do efeito estufa [1] à neutralidade da Internet e reduziu os impostos para os indivíduos e empresas mais ricos, eliminando cerca de 1,5 milhão de milhões de dólares de receita do governo nos próximos dez anos, adotando linguagem e formas autoritárias de controlo.

O neoliberalismo gera pouca riqueza. Em vez disso, redistribui-a para as mãos das elites dominantes. Harvey chama isso de "acumulação por desapossamento".

"O principal argumento da acumulação por desapossamento baseia-se na ideia de que quando as pessoas ficam sem capacidade de produzir ou fornecer serviços, elas criam um sistema que extrai riqueza de outras pessoas", disse Harvey. "Essa extração então torna-se o centro de suas atividades. Uma das maneiras pelas quais essa extração pode ocorrer é criando mercados onde antes não existiam. Por exemplo, quando eu era mais jovem, o ensino superior na Europa era essencialmente um bem público. Cada vez mais [este e outros serviços] se tornaram uma atividade privada como os serviços de saúde. Muitas dessas áreas que você consideraria não serem mercadorias no sentido comum, tornam-se assim mercadorias. Habitação para a população de baixos rendimentos era frequentemente vista como uma obrigação social. Agora tudo tem de passar pelo mercado. Impõe-se uma lógica de mercado em áreas que não deveriam estar abertas ao mercado".

"Quando eu era criança, a água na Grã-Bretanha era fornecida como um bem público", disse Harvey. "Então, é claro, foi privatizada. Você começa a pagar taxas de água. Eles privatizaram o transporte [na Grã-Bretanha]. O sistema de autocarros é caótico. Há empresas privadas a circularem por toda parte. Não é o sistema que as pessoas realmente precisam. A mesma coisa acontece na ferrovia. Uma das coisas agora interessantes na Grã-Bretanha é que o Partido Trabalhista diz: 'Vamos trazer tudo isso de volta à propriedade pública porque a privatização é totalmente insana e tem consequências insanas, não está a funcionar devidamente. A maioria da população concorda com isto".

Sob o neoliberalismo, o processo de "acumulação por desapossamento" é acompanhado pela financiarização.

"A desregulamentação permitiu que o sistema financeiro se tornasse um dos principais centros de atividade redistributiva através da especulação, predação, fraude e roubo", escreve Harvey no seu livro, talvez o melhor e mais conciso relato da história do neoliberalismo. "Promoções de ações, esquemas Ponzi, destruição de ativos estruturados pela inflação, espoliação de ativos por meio de fusões e aquisições, promoção de níveis de endividamento que reduzem populações inteiras – mesmo nos países capitalistas avançados – à escravidão pelas dívidas. Para não falar em fraudes empresariais, desapropriação de ativos, invasão de fundos de pensão dizimados em colapsos de ações e por manipulação do crédito e do valor de ações, tudo isso se tornou uma característica central do sistema financeiro capitalista".

O neoliberalismo, exercendo um tremendo poder financeiro, é capaz de fabricar crises económicas para deprimir o valor dos ativos e depois apossar-se deles.

"Uma das maneiras pelas quais se pode engendrar uma crise é cortar o fluxo de crédito". "Isso foi feito no leste e sudeste da Ásia em 1997 e 1998. De repente, a liquidez secou. As principais instituições deixam de emprestar dinheiro. Havia um grande fluxo de capital estrangeiro para a Indonésia. Eles fecharam a torneira. O capital estrangeiro fugiu. Fecharam a torneira do crédito em parte porque, uma vez que as empresas fossem à falência, poderiam vir a ser compradas e colocadas novamente a funcionar. Vimos a mesma coisa durante a crise da habitação aqui [nos EUA]. As execuções hipotecárias das habitações deixaram muitas vazias que poderiam ser apanhadas a preços muito baixos. A Blackstone [2] apareceu, comprou todas as casas e é agora o maior senhorio dos Estados Unidos. Tem 200 mil propriedades ou algo parecido. Está à espera que o mercado dê uma volta. Quando o mercado muda, o que pode acontecer em breve, então poderá vender ou arrendar e ganhar imensos lucros com isso. Desta forma, a Blackstone ganhou uma fortuna a crise dos arrestos hipotecários, onde todos perderam. Foi uma enorme transferência de riqueza".

Harvey adverte que a liberdade individual e a justiça social não são necessariamente compatíveis. A justiça social, escreve ele, requer solidariedade social e "disposição de subordinar necessidades e desejos individuais à causa de uma luta mais geral por, digamos, igualdade social e justiça ambiental". A retórica neoliberal, com ênfase em liberdades individuais pode efetivamente "separar as ideias de liberdade, identidade política, o multiculturalismo e, eventualmente, o consumismo narcisista, das forças sociais alinhadas na procura de justiça social através da conquista do poder de Estado".

O economista Karl Polanyi entendeu que existem dois tipos de liberdade. Há as más liberdades para explorar os que nos rodeiam e extrair enormes lucros sem levar em conta o bem comum, incluindo o mal que é feito ao eco-sistema e às instituições democráticas. Essas más liberdades têm origem no facto de as grandes empresas monopolizarem as tecnologias e os avanços científicos a fim de obter enormes lucros, mesmo quando, como no caso da indústria farmacêutica, um monopólio significa que as vidas daqueles que não podem pagar preços exorbitantes são colocadas em risco. As boas liberdades – liberdade de consciência, liberdade de expressão, liberdade de reunião, liberdade de associação, liberdade de escolher o seu trabalho – acabam por ser extintas pela primazia dada às más liberdades.

"Planeamento e controlo são atacados como negação da liberdade", escreveu Polanyi. "A livre iniciativa e a propriedade privada são declaradas essenciais para a liberdade. Uma sociedade construída sobre outros fundamentos é dito que não merece ser chamada de livre. A liberdade que a regulamentação cria é denunciada como falta de liberdade; a justiça, a liberdade e o bem-estar que ela oferece são denunciados como uma camuflagem da escravidão".

"A ideia de liberdade" degenera, assim, numa mera defesa da livre iniciativa, que significa "a plenitude da liberdade para aqueles cujo rendimento, lazer e segurança não precisam ser promovidos, e uma mera margem de liberdade para as pessoas que podem em vão tentar fazer uso de seus direitos democráticos para se defenderem do poder dos donos do capital", escreve Harvey, citando Polanyi. "Mas se, como é sempre o caso, "nenhuma sociedade é possível em que o poder e a compulsão estejam ausentes, nem num mundo em que a força não seja necessária", então a única maneira pela qual esta visão utópica liberal poderia ser sustentada é pela força, violência e autoritarismo. A utopia liberal ou neoliberal está condenada, na opinião de Polanyi, a ser frustrada pelo autoritarismo, ou mesmo pelo fascismo total. As boas liberdades estão perdidas, as más são assumidas.

O neoliberalismo transforma a liberdade de muitos em liberdade para alguns. O resultado lógico é o neofascismo. O neofascismo abole as liberdades civis em nome da segurança nacional e classifica grupos inteiros como traidores e inimigos do povo. É o instrumento militarizado usado pelas elites dominantes para manter o controlo, dividir e separar a sociedade e acelerar ainda mais a pilhagem e a desigualdade social. A ideologia dominante, não sendo mais crível, é substituída pela bota militar.

[1] O autor toma como boa a maior impostura científica da história da humanidade: a teoria do aquecimento global. Ver Aquecimento global: uma impostura científica e Acerca da impostura global
[2] Blackstone: é o fundo abutre que em Portugal adquiriu o Novo Banco (ex-Banco Espírito Santo) por preço praticamente nulo.

[*] Jornalista. Durante quase duas décadas foi correspondente estrangeiro na América Central, Médio Oriente, África e Balcãs. Fez reportagens em mais de 50 países e trabalhou para The Christian Science Monitor, National Public Radio, Dallas Morning News e The New York Times, no qual foi correspondente estrangeiro durante 15 anos.

O original encontra-se em www.informationclearinghouse.info/50680.htm

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04/Dez/18