2017/01/27

E andamos nós a lutar pelas seis

Já todos passámos por momentos desses. Um amigo, alguém a quem normalmente até damos crédito, riposta que não, nem pensar nisso, é um direito histórico, já existe há um ror de tempo, era p'rái uma revolução, um pé de vento ...

A última de que tenho memória já foi há mais de sete anos. Depois do jantar, sobremesa, café, mais conversa, o olhar no fumo do cigarro (ainda fumava), disparo eu, mais tarde do que mais cedo ainda acabam com o subsídio de natal.

- Nem pensar! Impossível! Ninguém vai mexer nisso, ninguém deixa. Porque o comércio, e a igreja, e os direitos adquiridos, e o Papa, e os sindicatos, era um pé de vento.

Dois anos depois foi o que se viu. Andamos agora a correr atrás dele. Agora por cada "nem pensar" sai logo um subsidio em duodécimos. Lembras-te?

Vem isto a propósito dos reconditos desejos dos patrões, do patronato, dos empreendedeiros, do Capital, agora postos a nú por um padeiro desbocado.

Andamos nós a provar à saciedade, com contas de produtividade, modelos de crescimento, números do desemprego, realidade experimentada no norte da europa que o horário de trabalho tem de baixar para as seis horas diárias e o Capital, pela calada, a pagar tão pouco pelas oito que os obriga a pedir para trabalhar dez e doze, a ver se conseguem dar de comer aos filhos.

A ter dois e três empregos.

A ter dois ou três, antes um sem as horas, pensam eles, e vai de pedir ao patrão um contratozito de sessenta, desses que o sr. coelho liberalizou, dos de doze por dia, a ver se dá para pagar a casa.

E o patrão lá faz o favor. Das sessenta horas. Faz o favor. Mas só aos bons, aos melhores, aos que cumprem venerandos e obrigados, aos que chegam antes da hora, de gravata, e saem quando a padaria está limpa, a brilhar para um novo dia. De sessenta horas.

E não é possível exterminá-lo?

(O poster foi roubado ao Manifesto 74)

Esclavagistas do séc XXI.

Não frequento.

Como sou português e não inglês experimentei três vezes ... e não gostei.

O pão "é de mentira", a bola de berlim "é de plástico", o sumo de laranja "é piqueno" e o café igual aos piores.

Nunca mais entrei em nenhuma.

Vai um ror de tempo.

Só deixo aqui a fronha do padeiro como referência a dar sempre que queiram combinar um encontro na ... nem escrevo o nome para não fazer publicidade ao esclavagismo.

E não se pode exterminá-los?

2017/01/25

O Cerejal

Confesso. Já nem me lembrava dele, d'O Cerejal. Por isso e antes que me volte a esquecer, aqui fica o link para ir lendo umas pérolas quando as redes soCIAis me derem descanso.

Os arquivos da pide estão na Torre do Tombo

Já andava à procura deste texto hà uns anos ... como reapareceu, desta vez no café central, aqui fica ele para referência futura

Afirma o (mais que) insuspeito Sousa e Castro(1):

A TODOS OS MEUS AMIGOS DO FB PEÇO O EMPENHO EM LEREM O QUE SEGUE E DIVULGAREM SE ACHAREM JUSTO. É QUE JÁ NÃO É ADMISSIVEL TANTA MENTIRA E DEMAGOGIA.

Quando a 26 de Abril de 1974, finalmente as Forças Armadas tomaram a sede da Pide/Dgs na rua António Maria Cardoso em Lisboa e ocuparam o forte de Caxias libertando os presos políticos, um dos factos que constataram foi que na sede, os agentes da Pide acossados pela Revolução, haviam queimado substanciais quantidades de documentos, não numa incineradora que tivessem para o efeito, mas numa singela lareira revelando logo ali, o estado da arte a que tinha chegado a policia politica da ditadura.

Como não foi possível identificar na totalidade os documentos queimados, sabendo-se todavia que na maior parte eram listas de colaboradores e informadores e de redes pessoais de informadores que eram exclusivo dos agentes mais graduados da polícia politica, inspectores e subinspectores, é absolutamente razoável presumir que alguns desses documentos conteriam algum documento relacionado com as polícias politicas congéneres inclusive com a CIA.

Acrescente-se todavia, que nessa altura, 90% dos efectivos e da actividade da Pide /Dgs, realizava-se nos três teatros de operações militares em África a benefício das Forças Armadas Portuguesas, especialmente o Exército, com quem colaboravam estritamente, não só no domínio da pesquisa coberta das informações, como em actividades extra fronteiras, e até em contactos com os movimentos ditos de Libertação.

Na Metrópole, isto é em território Nacional Europeu, tanto a sede como a prisão de Caxias, foram ocupadas em permanência pelas Forças Armadas, quer unidades do Exército, quer da Armada, incluindo a prisão de Alcoentre, onde milhares de agentes e informadores, foram “ depositados” com o intuito de serem julgados.

A ocupação, guarda e defesa dessas instalações, manteve-se ininterruptamente nas mãos dos militares até 1982 (fim do Conselho da Revolução), embora com a substituição das guarnições logo após os acontecimentos político-militares de 25 de Novembro de 1975.

Ao organizarem a guarda das instalações e arquivos os militares, através de uma cadeia hierárquica conhecida, formaram uma comissão, chamada Serviço de Coordenação para a Extinção da Pide/Dgs e LP [Legião Portuguesa]. Nela aceitaram integrar elementos dos vários partidos e forças políticas, que reivindicavam um passado de luta antifascista, entre outras, o PCP, o PS, a Luar, o MRPP etc. Esses elementos são conhecidos e grande parte, creio eu, ainda hoje é viva, felizmente. Entre eles estava um membro do comité central do PCP; o sr. Oneto ligado ao PS; o dr. Caldeira do PS e hoje da fundação Mário Soares e outros cidadãos ligados às forças que referi.

Estas forças, particularmente o PCP, que tinham aliás os correlativos simpatizantes no seio das Forças Armadas da altura, procuraram numa primeira fase e rapidamente, indagar das listas de colaboradores e informadores por forma a puderem rapidamente sanearem das suas fileiras e exercerem alguns ajustes de contas. Digo particularmente o PCP, que obviamente teve chocantes surpresas.

Mas a questão essencial, é que este heterogéneo grupo político civil que passou a fazer companhia aos militares, exerciam uma vigilância mútua de tal ordem, que é absolutamente delirante pensar, nas colunas de Berliets (camiões) que a coberto da noite carregaram toneladas de documentos e se puseram a caminho da União Soviética, numa operação Jamesbondiana sem paralelo cá no burgo!!!!!.

É aliás ofensivo para a guarnição e chefias militares presentes e responsáveis à época a admissão de uma operação dessa natureza.

Esta delirante visão, sem o mínimo de consistência e prova real, faz ainda hoje as delícias conspirativas de alguns escribas jornalísticos e do Facebook e mais grave é partilhada por gente que se diz historiadora, alguma com altas responsabilidades académicas…

A verdade, é que tirando alguns recuerdos pessoais, entre os quais algumas armas, os processos de lideres políticos da oposição à ditadura como os de Soares e Cunhal, e eventualmente algumas fotocópias de documentos que a análise superficial de alguns desses zelosos civis partidários poderiam considerar informação útil para este ou aquele partido, os arquivos da polícia politica da ditadura podem considerar-se incólumes e foram entregues por mim em 1982 para seguirem para a Torre do Tombo, após um grupo de deputados ter alvitrado que eles ficassem na AR!!!!

O embuste da fuga de informação relevante e com peso político, sobretudo em termos internacionais, uma espécie de wikileaks avant-garde, põe a nu oportunismos serôdios e a ignorância completa do processo histórico relacionado com o fim da ditadura.

Por altura do 25 de Abril de 1974, a polícia política portuguesa, estava praticamente proscrita das redes de informação normais das democracias ocidentais, incluindo a CIA e como é óbvio, não tinha qualquer contacto com as polícias políticas do Bloco Comunista e ainda menos com a China.

Acresce a esta realidade o indigente estado da arte dessa polícia, por mim verificado, durante os sete anos em que fui responsável pelo desmantelamento do seu aparelho, em que foi confrangedor, verificar os aspectos artesanais e arcaicos do seu funcionamento. Sem embargo de admitir contactos estritamente pessoais de alguns inspectores, que não do director, major Silva Pais, com elementos de alguns serviços secretos europeus (França e Inglaterra). O resto é fantasia pura.

Relembro que os efectivos, os melhores agentes e 90% do esforço da polícia política se verificava em África e aí sim, com resultados palpáveis, entre os quais os assassinatos de Eduardo Mondlane e Amílcar Cabral. Acções aliás bem negativas para o interesse estratégico português como hoje é fácil constatar.

Por último queria reafirmar que a todos os agentes e informadores confirmados, foi dado oportunidade de um julgamento justo e equitativo, por mim exigido em Conselho da Revolução e que o General Ramalho Eanes através dos meios Judiciais do Exército proporcionou (cinco tribunais militares), queria dizer ainda que esses processos judiciais estão salvaguardados no Arquivo Histórico militar, sendo Portugal, talvez o único caso no mundo, onde os arquivos da polícia política de uma ditadura foram essencialmente preservados e o julgamento que os democratas fizeram sobre essa polícia política estão salvaguardados.

Isto sim devia ser valorizado e merecer o estudo de quem perde tempo com especulações e demagogias.

(1) Rodrigo Manuel Lopes de Sousa e Castro é um antigo militar português. Militar de carreira, integra em 1973 a Comissão Coordenadora do Movimento dos Capitães, na clandestinidade. Participa na elaboração do documento O Movimento das Forças Armadas e a Nação, verdadeiro programa político do Movimento dos Capitães, bem como na organização e desencadeamento da operação militar de 25 de Abril de 1974, a designada Revolução dos Cravos, que culmina com o derrube do regime ditatorial, de 48 anos, de Salazar/Caetano. Coube-lhe o levantamento das forças militares a Norte, que na ordem de batalha dão corpo ao Agrupamento November. Durante o Verão de 1975 é um dos subscritores originais do Documento dos Nove e faz parte, por via disso, do Grupo dos Nove.

Netherlands introduction to mr schtrumpf


2017/01/23

Saaraui - um povo esquecido?

Liberdade!

<<activistas [saarauís em defesa de direitos humanos, conhecidos como Grupo de Gdeim Izik] foram sequestrados, detidos e torturados nos dias e semanas após o violento desmantelamento, por parte das autoridades marroquinas, do acampamento de protesto Gdeim Izik, nos territórios ocupados do Saara Ocidental que, durante um mês, em 2010, reuniu dezenas de milhar de saarauís, homens, mulheres e crianças, num protesto pacífico, para exigirem os seus direitos sociais, económicos e políticos>> afirma o texto subscrito por numerosas organizações incluindo o CPPC - Conselho Português para a Paz e Cooperação.

2017/01/21

Fascismo foi isto

Um manifesto do escritor Mário de Carvalho contra o esquecimento e o revisionismo histórico e contra o desejo que alguma direita tem de apagar a ditadura fascista de Salazar das páginas da História de Portugal:

- Eu nunca fui obrigado a fazer a saudação fascista aos «meus superiores.
- Eu nunca andei fardado com um uniforme verde e amarelo de S de Salazar à cintura.
- Eu nunca marchei, em ordem unida, aos sábados, com outros miúdos, no meio de cânticos e brados militares.
- Eu nunca vi os colegas mais velhos serem levados para a «milícia», para fazerem manejo de arma com a Mauser.
- Eu nunca fui arregimentado, dias e dias, para gigantescos festivais de ginástica no Estádio do Jamor.
- Eu nunca assisti ao histerismo generalizado em torno do «Senhor Presidente do Conselho», nem ao servilismo sabujo para com o «venerando Chefe do Estado». 
- Eu nunca fui sujeito ao culto do «Chefe», «chefe de turma», «chefe de quina», «chefe dos contínuos», «chefe da esquadra», «chefe do Estado».
- Eu nunca fui obrigado a ouvir discursos sobre «Deus, Pátria e Família».
- Eu nunca ouvi gritar: «quem manda? Salazar, Salazar, Salazar».
- Eu nunca tive manuais escolares que ironizassem com «os pretos» e com «as raças inferiores».
- Eu nunca me apercebi do «dia da Raça».
- Eu nunca ouvi louvar a acção dos «Viriatos» na Guerra de Espanha.
- Eu nunca fui obrigado a ler textos escolares que convidassem à resignação, à pobreza e ao conformismo.
- Eu nunca fui pressionado para me converter ao catolicismo e me «baptizar».
- Eu nunca fui em grupos levar géneros a pobres, politicamente seleccionados, porque era mesmo assim.
- Eu nunca assisti á miséria fétida dos hospitais dos indigentes.
- Eu nunca vi os meus pais inquietados e em susto.
- Eu nunca tive que esconder livros e papéis em casa de vizinhos ou amigos.
- Eu nunca assisti à apreensão dos livros do meu pai.
- Eu nunca soube de uma cadeia escura chamada o Aljube em que os presos eram sepultados vivos em «curros».
- Eu nunca convivi com alguém que tivesse penado no Tarrafal.
- Eu nunca soube de gente pobre espancada, vilipendiada e perseguida e nunca vi gente simples do campo a ser humilhada e insultada.
- Eu nunca vi o meu pai preso e nunca fui impedido de o visitar durante dias a fio enquanto ele estava «no sono».
- Eu nunca fui interpelado e ameaçado por guardas quando olhava, de fora, para as grades da cadeia.
- Eu nunca fui capturado no castelo de S. Jorge por um legionário, por estar a falar inglês sem ser «intérprete oficial».
- Eu nunca fui conduzido à força a uma cave, no mesmo castelo, em que havia fardas verdes e cães pastores alemães.
- Eu nunca vi homens e mulheres a sofrer na cadeia da vila por não quererem trabalhar de sol a sol.
- Eu nunca soube de alentejanos presos, às ranchadas, por se encontrarem a cantar na rua.
- Eu nunca assisti a umas eleições falsificadas, nunca vi uma manifestação espontânea ser reprimida por cavalaria à sabrada; eu nunca senti os tiros a chicotearem pelas paredes de Lisboa, em Alfama, durante o Primeiro de Maio.
- Eu nunca assisti a um comício interrompido, um colóquio desconvocado, uma sessão de cinema proibida.
- Eu nunca presenciei a invasão dum cineclube de jovens com roubo de ficheiros, gente ameaçada, cartazes arrancados.
- Eu nunca soube do assalto à Sociedade Portuguesa de Escritores, da prisão dos seus dirigentes.
- Eu nunca soube da lei do silêncio e da damnatio memoriae que impendia sobre os mais prestigiados intelectuais do meu país.
- Eu nunca fui confrontado quotidianamente com propaganda do estado corporativo e nunca tive de sofrer as campanhas de mentalização de locutores, escribas e comentadores da Rádio e da Televisão.
- Eu nunca me dei conta de que houvesse censura à imprensa e livros proibidos.
- Eu nunca ouvi dizer que tinha havido gente assassinada nas ruas, nos caminhos e nas cadeias.
- Eu nunca baixei a voz num café, para falar com o companheiro do lado.
- Eu nunca tive de me preocupar com aquele homem encostado ali à esquina.
- Eu nunca sofri nenhuma carga policial por reclamar «autonomia» universitária.
- Eu nunca vi amigos e colegas de cabeça aberta pelas coronhas policiais.
- Eu nunca fui levado pela polícia, num autocarro, para o Governo Civil de Lisboa por indicação de um reitor celerado.
- Eu nunca vi o meu pai ser julgado por um tribunal de três juízes carrascos por fazer parte do «organismo das cooperativas», do PCP, com alguns comerciantes da Baixa, contabilistas, vendedores e outros tenebrosos subversivos.
- Eu nunca fui sistematicamente seguido por brigadas que utilizavam um certo Volkswagen verde.
- Eu nunca tive o meu telefone vigiado.
-  Eu nunca fui impedido de ler o que me apetecia, falar quando me ocorria, ver os filmes e as peças de teatro que queria.
-  Eu nunca fui proibido de viajar para o estrangeiro.
- Eu nunca fui expressamente bloqueado em concursos de acesso à função pública.
- Eu nunca vi a minha vida devassada, nem a minha correspondência apreendida.
- Eu nunca fui precedido pela informação de que não «oferecia garantias de colaborar na realização dos fins superiores do Estado».
- Eu nunca fui objecto de comunicações «a bem da nação».
- Eu nunca fui preso. Eu nunca tive o serviço militar ilegalmente interrompido por uma polícia civil.
- Eu nunca fui julgado e condenado a dois anos de cadeia por actividades que seriam perfeitamente quotidianas e normais noutro país qualquer.
- Eu nunca estive onze dias e onze noites, alternados, impedidos de dormir, e a ser quotidianamente insultado e ameaçado.
- Eu nunca tive alucinações, nunca tombei de cansaço.
- Eu nunca conheci as prisões de Caxias e de Peniche.
- Eu nunca me dei conta, aí, de alguém que tivesse sido perseguido, espancado e privado do sono.
- Eu nunca estive destinado à Companhia Disciplinar de Penamacor.
- Eu nunca tive de fugir clandestinamente do país.
- Eu nunca vivi num regime de partido único.
-Eu nunca tive a infelicidade de conhecer o fascismo."
Mário de Carvalho
Aparentemente terá sido publicado no fb em Setembro de 2012

2017/01/20

O trump é negro como o breu

Não caros amigos. O mundo não é a preto e branco e o trump não é mais do mesmo.

O mundo é a cores e o trump é pior do mesmo.

Cuidado porque quem há 70 anos achou que era só mais do mesmo acabou esmagado por um tanque.

Quem há um ano achou que o pafismo não era só mais do mesmo, ainda foi a tempo de forçar o costa a pôr com dono o neo-liberalismo ultramontano.

É importante ver o mundo a cores para distrinçar os tons de vermelho, e de rosas, e de amarelos dos verdadeiramente negros e dos cinzentos. E o trump é aberta e (des)honestamente negro como o breu.

O trump é uma coisa racista, xenófoba e misógena que diz agarrar uma mulher pela coisa e goza com deficientes.

Quanto ao nobel da paz que despejou 26 000 bombas em sete países, espero bem não vir a chorar a sua saída, mas não me esqueço que nunca teve maioria nem na camara nem no senado ;)

Isto tudo a propósito de quem continua a ver o mundo a preto e branco.

2017/01/17

O tsunamiku

Porque o riso alimenta a vida deixamos aqui o primeiro e o segundo episódios do folhetim tsunami originalmente publicados pelo estátua de sal, ilustrado com uma imagem de uma página numa rede social.

2017/01/14

E porque hoje ainda é Sábado

The Greatest ones!
The Punk ones!
The Only ones!

Directly from the 80's Combat Rock!

Ladies Gentleman's!

The Clash!
On Should I Stay or Should I Go.
And opening Sandinista Rebel Waltz.

E para terminar uma dedicada aos ricardinhos deste mundo:

The Bankrobber

My daddy was a bank robber
But he never hurt nobody
He just loved to live that way
And he loved to steal your money

Some is rich, and some is poor
That's the way the world is
But I don't believe in lying back
Sayin' how bad your luck is

So we came to jazz it up
We never loved a shovel
Break your back to earn your pay
An' don't forget to grovel

The old man spoke up in a bar
Said I never been in prison
A lifetime serving one machine
Is ten times worse than prison

Imagine if all the boys in jail
Could get out now together
Whadda you think they'd want to say to us?
While we was being clever

Someday you'll meet your rocking chair
'Cause that's where we're spinning
There's no point to want to comb your hair
When it's grey and thinning

Run rabbit run
Strike out boys, for the hills
I can find that hole in the wall
And I know that they never will

Boicote!

Dívida mundial é 325% do pib mundial

O relógio das dividas públicas e externas no dia em a divida pública mundial atingiu os 325% do produto mundial bruto. Isso mesmo, deve-se 3 vezes mais do que se produz. Deve-se o quê? A quem? Vai-se pagar com quê?

2017/01/13

0s amigalhaços do Bilderberg

Todos sabemos o que é "O Clube". Não precisamos de teorias da conspiração para ver nele "O Baile" onde os debutantes são apresentados à Sociedade, o baile em que, finalmente, a convite de Um Padrinho, os eleitos debutantes são introduzidos nos mais recônditos salões onde se move o Capital, onde têm oportunidade de ouvir os reais e indiziveis desejos dos seus donos, onde podem mostrar a sua lealdade, onde o Capital os julgará da sua afabilidade, fiabilidade e filialidade, o baile onde o Capital confirmará que O Padrinho soube, mais uma vez, escolher os que contam, o baile onde podem começar a tecer a passadeira vermelha que transportará os eleitos até aos mais elevados cargos da mui-capitalista e mui-liberal governação.

Francisco Pinto Balsemão foi O Padrinho português até 2015, tendo legado o seu lugar de membro permanente d'O Clube ao (à época) já ex-presidente da Comissão Europeia e ainda não Vice-Presidente Executivo do Goldman Sachs, José Manuel Durão Barrososo, o recordista nacional com quatro presenças nos encontros anuais, tendo a última sido dada como "não confirmada".

A convite dos padrinhos portugueses, já estiveram presentes em reuniões do clube de Bilderberg os debutantes abaixo listados
André Gonçalves Pereira - PSD (1984),
António Barreto - PS (1992),
António Borges - PSD (1997) (2002),
António Costa - PS (2008),
António Guterres - PS (2005),
António José Seguro- PS (2013),
António Mexia- PS/PSD (2017),
António Nogueira Leite- PSD (2011),
António Vitorino - PS (1996),
Artur Santos Silva - PSD (1986) (1999),
Augusto Santos Silva - PS (2006),
Bernardino Gomes - PSD (1983),
Carlos Monjardino - PS (1990),
Carlos Pimenta - PSD (1991),
Clara Ferreira Alves - PS/PSD (2011),
Durão Barroso (José Manuel) - PSD (1994) (2002) (2005) (2007) (2017),
Elisa Ferreira - PS (2002),
Ernâni Lopes - PS (1985),
Faria de Oliveira - PS (1987) (1993),
Fernando Medina - PS (2016),
Ferro Rodrigues - PS (2003),
Galvão Teles - PSD (1997),
Guilherme de Oliveira Martins - PS (2001),
Inês de Medeiros - PS (2014),
Freitas do Amaral (Joaquim)- CDS/PS (1999),
João de Deus Pinheiro - PSD (1990),
João Cravinho - PS (1999),
Jorge Moreira da Silva - PSD (2012),
Jorge Sampaio - PS (1999),
José Cutileiro - PSD (1994),
José Eduardo Moniz - PSD/CDS (1987),
José Galvão Teles - PSD (1997),
José Luis Arnaut - PSD (2017),
José Luiz Gomes - PS (1983),
José Pedro Aguiar-Branco - PSD (2006),
José Sócrates - PS (2004),
Leonardo Mathias - PSD (1986),
Leonor Beleza (Maria)- PSD (2007),
Lucas Pires (Francisco)- CDS (1988),
Luís Amado - PS (2012),
Manuela Ferreira Leite - PSD (2009),
Manuel Maria Carrilho - PS (1995),
Manuel Pinho - PS (2009),
Marçal Grilo - PS (1999),
Marcelo Rebelo de Sousa - PSD (1998),
Margarida Marante - CDS (1996),
Maria Luis Albuquerque - PSD (2016),
Miguel Veiga - PS (1994)
Miguel Horta e Costa - PSD (1998)
Mira Amaral (Luis) - PSD (1995)
Murteira Nabo - PSD (1999)
Nicolau Santos - PS (1999)
Nuno Brederode Santos - PS (1993)
Nuno Morais Sarmento- PSD (2005)
Paulo Macedo - PSD (2014),
Paulo Portas - CDS (2013),
Paulo Rangel - PSD (2010),
Pedro Santana Lopes - PSD (2004),
Ricardo Espirito Santo Salgado - Banqueiro (1997) (1999),
Roberto Carneiro - PSD (1991),
Rogério Martins - PSD (1983),
Rui Machete - PS (1989),
Rui Rio - PSD (2008),
Rui Vilar - PS (1984),
Teixeira dos Santos (Fernando)- PS (1988) (2010),
Teresa Patrício Gouveia - PSD (2000)
Torres Couto - PS (1985)
Vasco de Mello - PSD (1999)
Vasco Graça Moura - PSD (2001)
Vasco Pereira Coutinho - Banqueiro (1991) (1998)
Vítor Constâncio - PS (1988)

Esta lista começou com um post roubado ao Quatro almas que aqui fica para referência futura, tendo sido, com o tempo, editada e acrescentada com contributos do jornal i, do blogue Crime digo eu, e uma lista da revista Visão que dá como fonte não oficial o site Public Intelligence. Sobre a reunião de 2017 a fonte foi o eco online.

2017/01/12

2017/01/11

Pois ... Mesmo?

Eu sei que é mázinha, mas não fui eu, foi um dos empregados da familia bolsanamão a escrever o que disse o patrão bolsanamão ;-)

2017/01/09

A (In)Justiça da Classe Dominante

Eu não diria que a (in)Justiça seja "O", ou que seja sequer "O Maior", esses qualificativos deixo-os para "A exploração de quem não tem por quem tem", mas a (in)Justiça é sem dúvida um dos grandes problemas nacionais.

Também não identifico "as invejas", nem "os interesses discretos" nem a completa ausência de escrutinio como os principais problemas da (in) Justiça, da minha perspectiva (de classe) o principal problema da (in)Justiça é ser uma (in)Justiça da Classe Dominante sempre ao serviço do poder e dos poderosos.

A questão é pois como democratizá-la?

Pagámos. É nosso!

Em promoção nas bolsas aderentes.