«Só há liberdade a sério quando houver a paz, o pão, a habitação, a saúde, a educação. Só há liberdade a sério quando pertencer ao povo o que o povo produzir.»(Sérgio Godinho)
2026/08/19
Sobre a privatização das reformas
Esta gente é má!
Não são só corruptos, vigaristas e gananciosos. São maus.
Sabem que estão a roubar-nos o futuro e a roubar as poupanças dos idosos, para as pôr nas mãos de especuladores, igualmente vigaristas e gananciosos, que abrem falências, repetidas vezes, e deixam os reformados na mais pura das misérias ou, no melhor dos casos, descarregam os resultados das vigarices sobre os impostos de todos os cidadãos, obrigando-nos a arcar com os prejuizos, como foram os recentes casos do banco do PSD, o BPN e do banco do ricardinho "dono disto tudo", o BES, quando todos nós acabámos por pagar a "resolução" autorizada por sms.
É impossível acreditar que eles não conheçam o historial de vigarices e falências, de fundos de pensões privados e de seguradoras gestoras de fundos de pensões por esse mundo fora? E apesar de o conhecerem, continuam a roubar-nos o futuro?
Não são só corruptos, vigaristas e gananciosos. São maus.
E se os atuais ganaciosos governantes não sabem eu informo-os.
Os casos mais marcantes de falências de seguradoras gestoras de poupanças de reforma são, por exemplo, nos EUA, os casos das Executive Life Insurance Company (1991), First Capital Life Insurance (1991), National Heritage Life Insurance Company (1999), American International Group (AIG); na grã-bretanha o exemplo da The Equitable Life Assurance Society (2000); no japão as Nissan Life Insurance (1997), Toho Mutual Life Insurance (1999), Chiyoda Mutual Life e Kyoei Life (2000).
Todas estas falências deixaram centenas de milhares de milhões de dólares em buracos financeiros.
No mundo das falências de empresas com os seus próprios fundos de pensões, os casos da Enron (2001) e da WorldCom (2002) talvez sejam os piores exemplos, mas os casos reportados são mais que muitos: General Motors (GM) e Chrysler (2009); Delphi Corporation (2009); United Airlines (2005); Delta Air Lines e Northwest Airlines (2005); US Airways (2003–2005); LTV Steel (2002); Bethlehem Steel (2002); Eastern Air Lines (1991); Pan American World Airways - Pan Am (1991); LTV Corporation / LTV Steel (1986); Wheeling-Pittsburgh Steel (1985); Allis-Chalmers (1985); Studebaker Corporation (1963); Packard Motor Car Company (1958).
Isto resumidamente, mas se quiser informação mais detalhada sobre cada caso pode continuar:
Falências de seguradoras nos EUA:
Executive Life Insurance Company (1991): É considerada a maior e mais dramática falência de uma seguradora de vida na história dos EUA. Nos anos 80, a empresa cresceu agressivamente vendendo anuidades e planos de reforma com taxas de juro muito altas. Para financiar essas promessas, investiu massivamente em obrigações de alto risco (junk bonds). Quando esse mercado colapsou, a seguradora ficou insolvente, congelando e cortando as reformas de dezenas de milhares de clientes.
First Capital Life Insurance (1991): Numa situação idêntica e no mesmo ano que a Executive Life, esta seguradora (associada à American Express e à Shearson Lehman) sofreu uma "corrida aos depósitos" por parte de clientes em pânico com as poupanças de reforma, forçando os reguladores a intervir e congelar os resgates.
National Heritage Life Insurance Company (1999): Focada em produtos de reforma e anuidades colapsou devido a uma massiva fraude interna e desvio de fundos por parte dos seus diretores, combinados com investimentos imobiliários desastrosos.
Nota sobre a AIG (2008): A American International Group (AIG) era a maior seguradora de anuidades de reforma do mundo. No entanto, em 2008, ela não chegou a abrir falência porque o governo dos EUA injetou 182 mil milhões de dólares para a resgatar. Se a AIG tivesse falido, o sistema global de poupança-reforma teria sofrido um colapso sem precedentes.
Em Inglaterra
The Equitable Life Assurance Society (2000): Fundada em 1762, era a seguradora de mútuas mais antiga do mundo e geria as poupanças de reforma de mais de um milhão de britânicos. Nos anos 50 a 80, vendeu apólices de reforma com Taxas de Anuidade Garantidas (GAR) muito elevadas. Nos anos 90, as taxas de juro de mercado caíram drasticamente e a seguradora não conseguiu cumprir o prometido. Após perder uma batalha judicial histórica na Câmara dos Lordes em 2000, a empresa colapsou financeiramente, fechou as portas a novos clientes e reduziu drasticamente o valor das reformas em curso, gerando um escândalo político nacional que durou décadas.
No Japão:
No final dos anos 90 e início dos anos 2000, o Japão viveu o colapso do seu mercado imobiliário e um período prolongado de taxas de juro zero. As seguradoras japonesas tinham prometido rendimentos garantidos elevados (de 4% a 6%) nas poupanças de reforma acumuladas nos anos 80, mas os seus investimentos só rendiam 1% a 2% (fenómeno conhecido como negative spread). Isto levou a uma onda de falências históricas:
Nissan Life Insurance (1997): Foi a primeira grande seguradora de vida japonesa a falir no pós-guerra, deixando um buraco financeiro gigante nas apólices de poupança-reforma dos cidadãos.
Toho Mutual Life Insurance (1999): Uma seguradora centenária que faliu devido à incapacidade de pagar os rendimentos de reforma prometidos aos seus segurados.
Chiyoda Mutual Life e Kyoei Life (2000): Ambas abriram falência no mesmo mês em outubro de 2000. Juntas, acumulavam passivos de dezenas de milhares de milhões de dólares em seguros de vida e planos de poupança para a velhice. Foram as maiores falências empresariais do Japão até à data.
Os fundos das empresas
Sobre as falências de empresas que mantinham os seus próprios fundos de pensões os casos da Enron (2001) e da WorldCom (2002) são sem duvida os piores exemplos. As duas empresas obrigavam os seus trabalhadores a "poupar" para a reforma comprando ações das próprias empresas. Quando se revelou que o valor das ações estava vigaristicamente sobrevalorizado, as acções cairam para ZERO e os trabalhadores e reformados ficaram sem nada.
Mas os casos reportados são mais que muitos e na sua maioria os encargos acabaram por cair sobre os impostos de todos os cidadão com o estado a assegurar pensões minimas. Aqui ficam alguns deles.
General Motors (GM) e Chrysler (2009): Durante as suas históricas falências financiadas pelo governo federal, ambas as construtoras tiveram de reestruturar drasticamente os seus fundos de pensões. Embora a PBGC não tenha absorvido a totalidade dos planos principais da GM (que foram salvos pelo resgate do governo), muitos fundos de subsidiárias e planos complementares foram extintos ou reduzidos.
Delphi Corporation (2009): A gigante de componentes automóveis (antiga subsidiária da General Motors) protagonizou um dos colapsos mais complexos do século. A PBGC teve de assumir os planos de pensões de cerca de 70.000 trabalhadores, resultando num buraco financeiro combinado de mais de 7 mil milhões de dólares (dividido entre os planos de funcionários assalariados e horistas).
United Airlines (2005): O calote totalizou 9,8 mil milhões de dólares, afetando cerca de 120.000 trabalhadores e reformados.
Delta Air Lines e Northwest Airlines (2005): Ambas declararam falência no mesmo dia em 2005.
US Airways (2003–2005): Em duas falências sucessivas, a companhia aérea extinguiu os planos de pensões dos seus pilotos e restantes funcionários, transferindo um passivo não financiado de quase 3 mil milhões de dólares para o Estado.
LTV Steel (2002): Após uma primeira crise nos anos 80, a empresa colapsou definitivamente no início do século XXI, descarregando mais 1,8 mil milhões de dólares em passivos de pensões subfinanciados na PBGC.
Bethlehem Steel (2002): Uma das maiores e mais icónicas empresas industriais da história americana entrou em liquidação. A falência do seu fundo de pensões deixou um buraco de 3,6 mil milhões de dólares ao encargo da PBGC, afetando mais de 95.000 trabalhadores e reformados.
Eastern Air Lines (1991): Semelhante ao caso da Pan Am, a falência e liquidação da Eastern Air Lines no início de 1991 resultou na insolvência dos seus planos de pensões, que foram absorvidos pelo governo federal para evitar que milhares de pilotos, comissários de bordo e mecânicos ficassem sem qualquer subsídio.
PBGC:Pan American World Airways - Pan Am (1991): Aquando do colapso definitivo da icónica companhia aérea em 1991, a PBGC avançou com o que foi, até então, o maior resgate federal da sua história. A agência assumiu dois fundos de pensões da Pan Am que estavam subfinanciados em cerca de 840 milhões de dólares, afetando 35.000 trabalhadores.
LTV Corporation / LTV Steel (1986): A gigante do aço declarou falência em 1986 devido à forte crise do setor siderúrgico americano. O colapso inicial dos seus planos de pensões envolveu um buraco financeiro recorde de 2,1 mil milhões de dólares. O caso gerou uma longa batalha jurídica que chegou ao Supremo Tribunal dos EUA.
Wheeling-Pittsburgh Steel (1985): Outra grande siderúrgica que entrou em reorganização judicial e terminou o seu plano de pensões em 1985, transferindo um passivo de cerca de 475 a 498 milhões de dólares para o seguro federal.
Allis-Chalmers (1985): Esta conhecida fabricante de maquinaria agrícola e industrial enfrentou uma falência severa, terminando o seu fundo de pensões e deixando uma dívida descoberta de 165 milhões de dólares sob a tutela da PBGC.
Studebaker Corporation (1963) Quando a fabricante de automóveis encerrou a sua fábrica em South Bend, Indiana, o seu fundo de pensões estava severamente subfinanciado. Cerca de 7.000 trabalhadores perderam a totalidade ou grande parte dos seus benefícios de reforma
Packard Motor Car Company (1958): A Packard terminou o seu plano de reforma de funcionários depois de graves dificuldades financeiras, deixando os operários com compensações mínimas.
fonte chatGPT, editado pela referência. prompts Quais foram os fundos de pensões norte americanos que abriram falência ao longo dos séculos XX e XXI? Quais foram as companhias de seguros que mantinham seguros de reforma, ou planos de poupança reforma, ou outras formas de poupança destinadas a assegurar rendimentos uma vez finda a vida laboral em todo o mundo e que abriram falência?
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