«Só há liberdade a sério quando houver a paz, o pão, a habitação, a saúde, a educação. Só há liberdade a sério quando pertencer ao povo o que o povo produzir.»(Sérgio Godinho)
2017/08/01
2017/07/27
O PCP, a floresta e o silenciamento do PCP sobre a floresta
Foi no foicebook que Agostinho Lopes, deputado do PCP na atual Assembleia da República escreveu sobre o que o PCP tem feito pela floresta ao longo de 43 anos, o que o PCP tem feito e tem sido silenciado pelo Capital e seus serventuários, o que o PCP tem conseguido fazer passar na AR e tem sido olimpicamente ignorado pelos sucessivos centrões governativos.
«A IGNORÂNCIA, A PREGUIÇA E O PRECONCEITO»
«A ignorância pode ser suprida pelo estudo, pela investigação. Mas tal exige algum esforço intectual. Quando se juntam as duas, o resultado para o jornalista e/ou comentador é mortal. Quando se mistura o preconceito, que estabelece a matriz da análise, temos o caldo entornado…
A que propósito vem todo este arrazoado moralista? Ao tratamento de muita Comunicação Social da posição do PCP sobre o dito pacote florestal do Governo PS, votado na quarta-feira, 19 de Julho, e em particular, o seu voto contra, o projecto do Banco de Terras do Governo.
Podiam-se sortear alguns exemplos. Por exemplo, Jorge Coelho, Francisco Louçã, este com o acinte da intriga, e outros. Escolha-se o último lido, Daniel Oliveira, no Expresso Diário de 24 de Julho (poder-se-ia falar do último Eixo do Mal), e o seu sermão ao PCP sob o bonito título “a-terra-ao-proprietário-mesmo-que-a-não-trabalhe”!
A ignorância. O Daniel, não tem que saber de tudo. E logo não tem de conhecer o longo e largo dossier da política florestal no País. E em particular, a relação incêndios florestais/estrutura da propriedade florestal e a sua diversidade. O Daniel não tinha de saber que o problema da pequena propriedade florestal, dita abandonada, é mais velha do que aquilo que nós sabemos…! O Daniel não tinha de saber as posições e propostas do PCP e do que debateu com o Governo e deputados do PS. O Daniel não sabe mesmo, mas a isso não era obrigado, o conjunto de projectos votados, e a história longa, política e parlamentar de algumas dessas questões e temas, como o do cadastro. O Daniel, não estudou, não investigou, não perguntou sequer. Mas isso tem um nome…
A preguiça. O Daniel não se deu ao trabalho de estudar o dossier. Leu as “criticas” (usemos este eufemismo) do BE e o aparente espanto do Ministro Capoulas! Em linguagem popular, emprenhou pelos ouvidos… Podia ter lido, o que muitos especialistas portugueses escreveram por estes dias nos jornais. E não leu. Podia ter lido sucessivas Recomendações de Relatórios da Assembleia da República e não leu. Podia ter lido o que o PCP há muitos anos diz sobre o assunto. Podia até, não lhe ficava mal, ter perguntado ao PCP porque votou assim?
Podia até ter-se interrogado e procurado esclarecer os dois grandes mistérios daquela votação. Porque defendem agora o PS e o Bloco o Banco/Bolsa de Terras e a expropriação da dita “propriedade abandonada” (O BE vai ainda mais longe que o PS, julgo que por pura ignorância). E porque votaram contra a Lei da Bolsa de Terras e a Lei da “Terra sem dono” do Governo PSD/CDS/Cristas?! E porque votaram o PSD e o CDS agora contra esses projectos com os mesmo objectivos dos que aprovaram no seu governo?! E Daniel, feito especialista (demasiado à pressa) na matéria, desatou a asneirar sobre o tema. Só vejo uma explicação, há contrabando na costa…
O preconceito. Pesou forte e feio, o preconceito anticomunista! E este, provoca, até no mais inteligente, uma forte cegueira e turbação no pensamento.
Tentemos responder ao que se julgam ser os eixos centrais da argumentação do Daniel. [...] »
E se chegou aqui tem mesmo de continuar a ler aqui no foicebook sobre o que o Agostinho Lopes escreveu sobre o que o PCP tem feito pela floresta ao longo de 43 anos, o que o PCP tem feito e tem sido silenciado pelo Capital e seus serventuários, o que o PCP tem conseguido fazer passar na AR e tem sido olimpicamente ignorado pelos sucessivos centrões governativos.
«A IGNORÂNCIA, A PREGUIÇA E O PRECONCEITO»
«A ignorância pode ser suprida pelo estudo, pela investigação. Mas tal exige algum esforço intectual. Quando se juntam as duas, o resultado para o jornalista e/ou comentador é mortal. Quando se mistura o preconceito, que estabelece a matriz da análise, temos o caldo entornado…
A que propósito vem todo este arrazoado moralista? Ao tratamento de muita Comunicação Social da posição do PCP sobre o dito pacote florestal do Governo PS, votado na quarta-feira, 19 de Julho, e em particular, o seu voto contra, o projecto do Banco de Terras do Governo.
Podiam-se sortear alguns exemplos. Por exemplo, Jorge Coelho, Francisco Louçã, este com o acinte da intriga, e outros. Escolha-se o último lido, Daniel Oliveira, no Expresso Diário de 24 de Julho (poder-se-ia falar do último Eixo do Mal), e o seu sermão ao PCP sob o bonito título “a-terra-ao-proprietário-mesmo-que-a-não-trabalhe”!
A ignorância. O Daniel, não tem que saber de tudo. E logo não tem de conhecer o longo e largo dossier da política florestal no País. E em particular, a relação incêndios florestais/estrutura da propriedade florestal e a sua diversidade. O Daniel não tinha de saber que o problema da pequena propriedade florestal, dita abandonada, é mais velha do que aquilo que nós sabemos…! O Daniel não tinha de saber as posições e propostas do PCP e do que debateu com o Governo e deputados do PS. O Daniel não sabe mesmo, mas a isso não era obrigado, o conjunto de projectos votados, e a história longa, política e parlamentar de algumas dessas questões e temas, como o do cadastro. O Daniel, não estudou, não investigou, não perguntou sequer. Mas isso tem um nome…
A preguiça. O Daniel não se deu ao trabalho de estudar o dossier. Leu as “criticas” (usemos este eufemismo) do BE e o aparente espanto do Ministro Capoulas! Em linguagem popular, emprenhou pelos ouvidos… Podia ter lido, o que muitos especialistas portugueses escreveram por estes dias nos jornais. E não leu. Podia ter lido sucessivas Recomendações de Relatórios da Assembleia da República e não leu. Podia ter lido o que o PCP há muitos anos diz sobre o assunto. Podia até, não lhe ficava mal, ter perguntado ao PCP porque votou assim?
Podia até ter-se interrogado e procurado esclarecer os dois grandes mistérios daquela votação. Porque defendem agora o PS e o Bloco o Banco/Bolsa de Terras e a expropriação da dita “propriedade abandonada” (O BE vai ainda mais longe que o PS, julgo que por pura ignorância). E porque votaram contra a Lei da Bolsa de Terras e a Lei da “Terra sem dono” do Governo PSD/CDS/Cristas?! E porque votaram o PSD e o CDS agora contra esses projectos com os mesmo objectivos dos que aprovaram no seu governo?! E Daniel, feito especialista (demasiado à pressa) na matéria, desatou a asneirar sobre o tema. Só vejo uma explicação, há contrabando na costa…
O preconceito. Pesou forte e feio, o preconceito anticomunista! E este, provoca, até no mais inteligente, uma forte cegueira e turbação no pensamento.
Tentemos responder ao que se julgam ser os eixos centrais da argumentação do Daniel. [...] »
E se chegou aqui tem mesmo de continuar a ler aqui no foicebook sobre o que o Agostinho Lopes escreveu sobre o que o PCP tem feito pela floresta ao longo de 43 anos, o que o PCP tem feito e tem sido silenciado pelo Capital e seus serventuários, o que o PCP tem conseguido fazer passar na AR e tem sido olimpicamente ignorado pelos sucessivos centrões governativos.
2017/07/24
2017/07/20
Não, não hà turistas a mais!
Nunca hà turistas a mais numa cidade que se pretenda cosmopolita. O turismo é o internacionalismo dos tempos livres e que se saiba, do nosso lado da trincheira, queremos mais tempos livres e mais internacionalismo.
É por isso que do texto do manifesto concordo especialmente com esta passagem:
«Mas até vou concordar consigo, não há turistas a mais, é verdade. Mas há autocarros a menos, metro a menos, limpeza a menos, planeamento a menos, sentido do real a menos. O Fernando tem um gabinete, sai do gabinete vai para os estofos do automóvel, e dos estofos do automóvel para o conforto da casa. Deve chatear-se por vezes com o trânsito, mas este seria menos com transportes a mais...
Enfim, Lisboa está um caos, convença-se disso.
Se quer, como todos queremos, que continuem os estrangeiros a adorar Portugal e Lisboa, pense que a primeira coisa a fazer é mesmo dar melhores condições para quem cá vive, viver melhor, mover-se melhor, desperdiçar menos energias a rogar pragas à enchente de turistas.»
E como vale a pena ler a opinião de quem sofre por Lisboa aqui fica a refer&ncia. Vá, vão lá ler ;-)
É por isso que do texto do manifesto concordo especialmente com esta passagem:
«Mas até vou concordar consigo, não há turistas a mais, é verdade. Mas há autocarros a menos, metro a menos, limpeza a menos, planeamento a menos, sentido do real a menos. O Fernando tem um gabinete, sai do gabinete vai para os estofos do automóvel, e dos estofos do automóvel para o conforto da casa. Deve chatear-se por vezes com o trânsito, mas este seria menos com transportes a mais...
Enfim, Lisboa está um caos, convença-se disso.
Se quer, como todos queremos, que continuem os estrangeiros a adorar Portugal e Lisboa, pense que a primeira coisa a fazer é mesmo dar melhores condições para quem cá vive, viver melhor, mover-se melhor, desperdiçar menos energias a rogar pragas à enchente de turistas.»
E como vale a pena ler a opinião de quem sofre por Lisboa aqui fica a refer&ncia. Vá, vão lá ler ;-)
Sobre o Racismo: abaixo o cromagnismo
Eu sei, eu sei, os cromagnons até nem eram más pessoas, segundo os paleontólogos seriam vegetarianos e era senso comum que estavam extintos. Afinal, vai-se a ver, são carnívoros, habitam os campos e as periferias das cidades e estão vivinhos da silva, nós homo, descendentes dos neandertais é que andamos distraidinhos ;-)
Facto: não, não vivem de subsidios!
Perante mais um aflorar de cromagnismo deixem-me registar já uma refer&ncia ao tal estudo sobre as comunidades ciganas residentes em Portugal. Mais tarde, com o tempo a ver se me lembro de vir aqui adicionar outras referencias ;-)
2017/07/19
Subscrever:
Mensagens (Atom)






